Foto: Divulgação

Durante a madrugada, no horário local, o Irã lançou dezenas de mísseis e drones em direção a Israel, em resposta a ataques anteriores que culminaram na morte de militares iranianos em Damasco

Por Redação

Quatro secretários do Governo do Distrito Federal (GDF) enfrentaram momentos de tensão ao precisarem se abrigar em um bunker em Tel Aviv, Israel, após uma série de ataques com mísseis disparados pelo Irã contra o território israelense. A delegação brasiliense integra uma comitiva oficial do Consórcio Brasil Central em missão internacional no país do Oriente Médio, justamente no momento em que o conflito entre as duas nações atinge novos níveis de escalada.

Durante a madrugada, no horário local, o Irã lançou dezenas de mísseis e drones em direção a Israel, em resposta a ataques anteriores que culminaram na morte de militares iranianos em Damasco, atribuídos ao governo israelense. As Forças de Defesa de Israel (FDI) emitiram alertas em diversas regiões, incluindo Tel Aviv, orientando moradores e visitantes a procurarem abrigos subterrâneos — os chamados bunkers — como medida de segurança.

Entre os representantes do GDF que precisaram se proteger estão o secretário-executivo do Consórcio Brasil Central, José Eduardo Pereira Filho; o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Costa; o secretário de Agricultura, Rafael Bueno; e a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Soares Marra. Todos estavam hospedados em um hotel próximo aos locais onde mísseis chegaram a cair, mas sem registro de feridos entre os brasileiros.

“Nos abrigamos no bunker por conta dos últimos ataques. Mísseis caíram perto do nosso hotel, mas estamos em um local seguro”, relatou José Eduardo.

Além deles, outros membros da missão brasileira, incluindo secretários de estados vizinhos e prefeitos, como Álvaro Damião, de Belo Horizonte (MG), também se protegeram nos abrigos antiaéreos. Em entrevista, Damião descreveu o susto ao ser despertado pelas sirenes por volta das 3h da manhã. “Ouvi o alerta e me assustei muito. Mas (os israelenses) são muito bem preparados. Nem parece que está acontecendo algo na cidade”, disse.

O secretário de Relações Internacionais do DF, Paco Britto, afirmou que está em contato constante com as embaixadas do Brasil em Tel Aviv e de Israel em Brasília. “Falei por telefone com todos os secretários em Israel. Apesar do susto, todos estão bem e não correm perigo. O governo de Israel já sinalizou que, por serem convidados oficiais, garantirá a segurança e o retorno de todos ao Brasil em segurança”, destacou.

A Embaixada de Israel no Brasil confirmou, por meio de nota, que duas delegações brasileiras estão em território israelense, ambas a convite do Ministério das Relações Exteriores de Israel. Uma delas representa a região do Brasil Central e conta com integrantes do Consórcio Brasil Central e altos representantes estaduais; a outra é formada por prefeitos e servidores municipais de várias partes do país.

A missão oficial, programada para ocorrer entre os dias 7 e 14 de junho, tem como objetivo fortalecer a cooperação internacional e promover o intercâmbio de experiências em áreas estratégicas como inovação, agricultura, tecnologia e desenvolvimento social. Segundo nota do Consórcio Brasil Central, a comitiva está em “constante articulação com o Ministério das Relações Exteriores de Israel, com a Embaixada do Brasil em Tel Aviv e demais autoridades brasileiras”.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel também garantiu que está monitorando a situação dos visitantes brasileiros e que está trabalhando para viabilizar o retorno dos que desejarem voltar ao Brasil assim que o espaço aéreo for reaberto.

Além dos secretários do GDF, um deputado do Distrito Federal estava em Tel Aviv, capital de Israel, quando o país começou a ser atacado pelo Irã. João Cardoso (Avante) relatou que, quando todos ouviram as sirenes de alarme foram imediatamente levados para locais seguros. “Quando tocaram as sirenes, todo mundo ficou bem assustado, não sabia o que estava acontecendo”, disse ele nas redes sociais.

Enquanto isso, o mundo observa com preocupação o agravamento da crise no Oriente Médio, que pode desencadear consequências geopolíticas ainda mais graves.

Siga o Agenda Capital no Instagram>https://www.instagram.com/agendacapitaloficial

Da Redação do Agenda Capital

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here