Campus Party Brasil 17. Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

A Campus Party é reconhecida mundialmente como a maior experiência tecnológica em diversas áreas

Por Redação

Brasília está em efervescência tecnológica com a realização da Campus Party Brasil 17, o maior evento de tecnologia do país. De 18 a 22 de junho, a Arena BRB Mané Garrincha se transforma em um polo de conhecimento e inovação, reunindo milhares de entusiastas em temas como Internet das Coisas (IoT), blockchain, cultura maker, educação e empreendedorismo.

Nesta edição, a forte presença do Governo do Distrito Federal (GDF), especialmente da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), marcou um diferencial. A pasta apresentou os eixos estratégicos do seu Programa Segurança Integral e lançou desafios tecnológicos ambiciosos, buscando soluções criativas para problemas reais enfrentados pela sociedade brasiliense.

Campus Party Brasil 17. Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Viva Flor: Tecnologia salvando vidas de mulheres no DF

Um dos pontos altos da participação da SSP-DF foi a apresentação de suas tecnologias na prevenção da violência contra a mulher, com destaque para o Programa Viva Flor. Essa iniciativa já protege mais de 1,1 mil mulheres no DF e é um exemplo concreto de como a tecnologia pode ser aplicada para salvar vidas.

Regilene Siqueira, subsecretária de Prevenção à Criminalidade da SSP-DF, enfatizou o compromisso: “Temos um esforço muito concentrado nesse enfrentamento, utilizando recursos como o georreferenciamento e o desenvolvimento de aplicações voltadas para mulheres que já foram reconhecidas como vítimas, com o objetivo de evitar o feminicídio”. Ela explicou que, após o registro de ocorrência ou encaminhamento judicial, a mulher tem acesso a um aplicativo ou dispositivo que permite acionar o socorro policial remotamente. “Em caso de aproximação indevida do agressor, basta um toque no celular ou no dispositivo para que o pedido de ajuda seja enviado diretamente à Polícia Militar, que realiza o atendimento com prioridade máxima”, detalhou.

Campus Party Brasil 17. Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

A eficácia do programa é notável: “Nenhuma mulher monitorada por esses programas foi vítima de feminicídio. Isso mostra a eficiência dessas ações”, celebrou Siqueira. A estudante Natacha Batista, 25 anos, reforçou a importância dessas inovações, especialmente no uso de IoT para monitoramento de mulheres em risco: “Acho muito positivo. A gente sai na rua sempre com um certo medo de que algo possa acontecer. Então, saber que estão investindo na nossa segurança já dá um pouco mais de confiança para circular”.

Hackathons: Desafios tecnológicos para um DF mais seguro

A Campus Party se consolidou como um ambiente propício para a co-criação de soluções. A SSP-DF propôs três hackathons com temáticas cruciais para a segurança pública:

  • “Cidadão mais seguro”: Focado no mapeamento de desordens.
  • “Mulher mais segura”: Voltado ao uso de tecnologia na prevenção e combate à violência contra a mulher e feminicídio.
  • Desafio da Polícia Civil do DF (PCDF): Em parceria com a SSP, um hackathon sobre a quebra de privilégios de segurança em celulares, simulando a invasão de sistemas biométricos para incentivar soluções mais robustas.

Bilmar Angelis, secretário-executivo de Gestão Integrada da SSP-DF, expressou grande otimismo: “Nossa expectativa é sair dessa jornada com soluções que, futuramente, possam ser aceleradas e integradas ao nosso ciclo de inovação, beneficiando diretamente a sociedade”. Ele também destacou a busca por parcerias com a juventude que traz “outro paradigma de programação” para incorporar inteligência artificial, reconhecimento de padrões e ciência de dados.

A voluntária Gabriela Souza, 22 anos, enfatizou o valor da colaboração: “Acredito que o principal ponto é a comunicação com a sociedade. É fundamental que o governo compartilhe o que está sendo desenvolvido e, ao mesmo tempo, ouça as demandas e ideias que surgem. Esse diálogo é essencial para combater os crimes que enfrentamos todos os dias”. Os projetos desenvolvidos nos hackathons serão avaliados e premiados ao final do evento.

Campus Party Brasil 17. Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Interatividade e colaboração no estande da SSP-DF

O estande da Secretaria de Segurança Pública na Campus Party oferece uma experiência imersiva com demonstrações do aplicativo 190, reconhecimento facial, análise de explosivos, inteligência artificial aplicada à segurança, e o uso de drones. Há também apresentações sobre o Programa Viva Flor e o sistema de alerta e resposta da Defesa Civil, mostrando a amplitude das tecnologias em uso pelas forças de segurança do DF (PMDF, PCDF, CBMDF, Detran-DF, Sudec).

Essa aproximação com o público acadêmico e universitário é vital, conforme Bilmar Angelis: “Entendemos que não há segurança pública sem parceria entre comunidade, academia e governo. Acredito que hoje sairemos daqui muito premiados nesse processo”.

Uma experiência global em Brasília

A Campus Party é reconhecida mundialmente como a maior experiência tecnológica em diversas áreas e, após mais de 15 anos de presença no Brasil, escolheu Brasília para sediar sua edição nacional. O evento, que começou em 18 de junho e vai até 22 de junho na Arena BRB Mané Garrincha, espera receber ao menos 120 mil pessoas.

A Campus Party Brasília 17 reafirma a vocação da capital federal para a inovação e demonstra o potencial da tecnologia para construir uma sociedade mais segura e engajada. Os ingressos para a área paga do evento são vendidos por este link.

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Da Redação do Agenda Capital

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