
Mutirão no Hospital Regional de Taguatinga realiza cirurgias reparadoras e micropigmentação em pacientes mastectomizadas
Por Elza Neves
O Hospital Regional de Taguatinga (HRT) iniciou a 11ª edição do Mutirão de Reconstrução Mamária, uma importante ação alusiva ao Outubro Rosa, mês voltado à conscientização e prevenção do câncer de mama. A força-tarefa tem como objetivo atender 32 mulheres que passaram por mastectomia — cirurgia para a remoção total da mama em decorrência do tratamento contra a doença.
Além do procedimento cirúrgico reparador, 30 dessas pacientes passarão pela micropigmentação paramédica. A técnica estética e reparadora redesenha de forma tridimensional a aréola e o mamilo, promovendo a recomposição estética do órgão.
Para a diretora do HRT, Thalita Rassi, o impacto da iniciativa vai além da saúde física. A reconstrução possibilita o resgate da autoestima e do bem-estar emocional das pacientes. “Cada cirurgia dessa representa uma história de coragem, superação e esperança, evidenciando a importância do cuidado que acolhe, respeita a dignidade e reconhece o direito da mulher a uma assistência de qualidade”, ressalta a gestora.
Uma das beneficiadas pelo mutirão é a moradora de Taguatinga Josimeira Barbosa de Moura, de 59 anos. Ela descobriu um nódulo em estágio avançado durante um exame de rotina e precisou passar por radioterapia, quimioterapia e pela mastectomia em fevereiro de 2024. Josimeira destaca o suporte recebido ao longo de todas as etapas: “Fui atendida pela rede pública durante todo o processo e nunca me faltou nada. Todos os exames e procedimentos que precisei fazer foram realizados do início ao fim pela rede pública de assistência completa”.
Mobilização de equipe e o atendimento na rede pública
A realização do mutirão conta com a participação de 126 profissionais de diversas áreas, garantindo o suporte integral e humanizado previsto pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A equipe inclui:
- 18 cirurgiões plásticos
- 17 anestesistas
- 7 mastologistas
- 13 enfermeiros e 30 técnicos de enfermagem
- 10 residentes de enfermagem e 20 acadêmicos de medicina
- 6 fisioterapeutas
- 5 tatuadores
O câncer de mama é a neoplasia mais frequente entre as mulheres. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil deve registrar mais de 78 mil novos casos anuais da doença no triênio 2026-2028.
A detecção precoce é fundamental para aumentar as chances de cura. O diagnóstico na rede pública de saúde do Distrito Federal começa com a avaliação nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), que fazem o encaminhamento para a realização do exame de mamografia. O procedimento está disponível nos hospitais regionais de Taguatinga (HRT), Sobradinho (HRS), Asa Norte (Hran), Região Leste (HRL), Samambaia (HRSam), Gama (HRG) e Ceilândia (HRC), além do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), do Centro Especializado em Saúde da Mulher (Cesmu) e do Centro de Radiologia de Taguatinga (CRT).
Profissionais alertam para a importância de buscar atendimento médico ao notar sinais como alteração na pele do seio (com aspecto semelhante à casca de laranja), surgimento de nódulos, alteração no formato do mamilo, secreção espontânea ou aumento progressivo da mama.
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Da Redação do Agenda Capital






