A fala contrasta com o pronunciamento feito no sábado (21) pelo presidente Donald Trump, que declarou que o programa nuclear do Irã havia sido “obliterado”.
Por Redação
WASHINGTON – Um dia após o bombardeio às instalações nucleares do Irã, a cúpula militar dos Estados Unidos afirmou que ainda é prematuro afirmar que o programa nuclear iraniano foi destruído. Em coletiva realizada na manhã deste domingo (22), o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas americanas, general Dan Caine, informou que os ataques causaram danos significativos às centrais de Isfahan, Natanz e Fordow, mas não houve destruição total das estruturas.
As ofensivas fazem parte da chamada Operação Martelo da Meia-Noite (Midnight Hammer), que envolveu o uso de 75 munições guiadas de precisão, entre elas 14 bombas do tipo “bunker-buster”, com carga explosiva de 14 toneladas, capazes de penetrar estruturas fortificadas no subsolo.
“É muito cedo para sabermos se o programa nuclear foi neutralizado. Os dados iniciais apontam para uma destruição parcial dos complexos”, disse Caine. A fala contrasta com o pronunciamento feito no sábado (21) pelo presidente Donald Trump, que declarou que o programa nuclear do Irã havia sido “obliterado”.
Durante a coletiva, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, acompanhou o general Caine, mas adotou tom mais próximo ao do presidente. Hegseth reforçou que a ação teve como foco exclusivo as instalações nucleares, negando qualquer intenção de promover uma mudança de regime no Irã.
Ainda segundo o Pentágono, a operação foi realizada sob rigoroso sigilo, com participação limitada dentro do governo e uso de táticas diversionistas para confundir as defesas iranianas. Enquanto os bombardeiros B-2 Stealth decolaram dos Estados Unidos, outros caças partiram de bases americanas no Pacífico, contribuindo para o sucesso da missão.
Apesar do impacto das chamadas “megabombas”, o complexo de Fordow — um dos alvos mais protegidos do programa nuclear iraniano — teria resistido parcialmente ao ataque, conforme fontes militares.
A expectativa agora é pela análise técnica mais aprofundada, que deve levar dias ou até semanas, para mensurar o real alcance da operação e seus efeitos sobre a capacidade nuclear do Irã.
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Da Redação do Agenda Capital






