
Com 109 deputados e 15 senadores, União Progressista será a maior bancada no Congresso e dificultam a vida do governo
Por Redação
BRASÍLIA – Em um movimento que promete redefinir os rumos da política nacional, o Progressistas (PP) e o União Brasil oficializam nesta terça-feira (18) a criação da Federação União Progressista, que nasce como a maior força partidária do Congresso Nacional. Com 109 cadeiras na Câmara dos Deputados e 15 no Senado, o novo bloco passa a concentrar também seis governadores e mais de 1.300 prefeitos eleitos em 2024.
A cerimônia de oficialização ocorrerá em Brasília, após reuniões internas das cúpulas das duas legendas. Definida por suas lideranças como um grupo “conservador, mas não reacionário”, a federação já se apresenta como oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e, segundo seus dirigentes, como um “prego no caixão do velório” do lulopetismo.
Força política inédita
A federação reúne números expressivos: além das bancadas robustas no Congresso, a senadora Margareth Buzetti (MT) já anunciou que deixará o PSD para se filiar ao PP, ampliando ainda mais a presença da aliança no Senado. Com a estrutura consolidada, União Progressista passa a ter o maior peso político entre as federações partidárias já criadas no país.
Segundo o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), a nova força é resultado de uma conjuntura política em que o PT “perdeu a capacidade de liderar”.
“A União Progressista está para o lulopetismo como a Frente Liberal esteve para a redemocratização. É um prego no caixão do velório do PT e de Lula politicamente. Somos conservadores, mas não reacionários. O Brasil não pode continuar perseguindo o atraso e o passado”, declarou.
O presidente do União Brasil, Antônio Rueda, dividirá a copresidência da federação com Nogueira até o fim de 2025.
Relação com o governo e risco de debandada
Apesar do discurso oposicionista, a federação ainda precisa definir com clareza sua posição em relação ao governo Lula. Atualmente, PP e União Brasil controlam juntos quatro ministérios: Integração Nacional (Waldez Góes), Comunicações (Frederico Siqueira), Turismo (Celso Sabino) e Esportes (André Fufuca).
Internamente, há pressão para que os ministros desembarquem do governo, mas até o momento não há uma decisão definitiva. Essa indefinição abre espaço para especulações e até mesmo para possíveis saídas de parlamentares durante a janela partidária de 2026.
Nos estados, a situação é ainda mais delicada. Na Bahia, por exemplo, o PP integra a base do governador petista Jerônimo Rodrigues, enquanto o União Brasil é a principal força de oposição ao PT no estado. Esse tipo de contradição já gera insatisfação em deputados federais e estaduais, que cogitam deixar a federação.
Caminho para 2026
Com a federação consolidada, o próximo desafio será a definição de um projeto nacional para 2026. No União Brasil, ganha força a pré-candidatura presidencial do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, enquanto alas do PP defendem maior alinhamento ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A falta de consenso sobre a estratégia eleitoral reforça a necessidade de negociações internas. Até lá, os dirigentes devem adotar uma linha de atuação em bloco no Congresso, especialmente em pautas de oposição ao governo federal.
Manifestos e primeiros embates
Mesmo antes da formalização, a União Progressista já se posicionava contra o governo em manifestos recentes. No início de agosto, criticou a postura de Lula em relação ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos, classificando o discurso do presidente brasileiro como “retórica confrontacional”.
Poucos dias depois, PP e União Brasil anunciaram apoio a parlamentares que paralisaram os trabalhos da Câmara e do Senado em protesto contra a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. A federação orientou suas bancadas a não registrarem presença em plenário, numa clara demonstração de alinhamento à oposição.
Expectativas
Para o líder do União Brasil na Câmara, Pedro Lucas Fernandes (MA), a federação nasce com a missão de liderar um novo ciclo político no país:
“Tenho certeza de que a União Progressista nasce para liderar um novo ciclo de prosperidade no Brasil, transformando energia em crescimento, coragem em resultado e colocando o país no rumo certo”, afirmou.
Com a formalização da União Progressista, o cenário político de Brasília ganha uma nova configuração. Mais do que números, a federação passa a ser peça-chave nas articulações para as eleições de 2026 e no equilíbrio de forças entre governo e oposição no Congresso Nacional.
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Da Redação do Agenda Capital




