Por Dr. Cid Carvalhaes*
Penso, logo existo, disse René Descartes, consagrado filósofo. Parafraseando-o: vivo, logo faço. Desafios especiais… mas como fazer? A vida, em seu dinamismo, afigura-se diariamente com exigências do fazer: realizar, ser notado, sobressair.
Pensamentos, desejos, projetos, tarefas, vaidades e outros sentimentos permeiam nossas experiências. Bela reflexão: faça bem feito.
Não se prenda a ser melhor ou pior. Por melhores ou piores que sejam nossas ações, sempre existirão aqueles que estarão acima — por maiores conhecimentos, informações, experiências, espertises. Serão melhores.
Nossas escolhas, quando piores, ainda assim encontrarão outras mais frágeis — pela inexperiência, pela escassez de informações, pela dedicação insuficiente.
A competitividade é o verdadeiro fermento que faz crescer disputas, ilusões, perseguições por fama, pelo desejo de ser especial em importância.
Mas a vida é para ser vivida com ternura, doçura, afetividade; de maneira harmoniosa, carinhosa, com amor. Simplicidade, coerência, consistência, responsabilidade e o bem-fazer proporcionam bem-estar.
Preferências se moldam ao sabor das conveniências. Mas que seja: preferir sem agredir.
Respeitar, nunca ser prepotente. Acolher, nunca impor ou humilhar. Conviver com dignidade.
A Justiça é soberba ao dar a cada um aquilo que é seu. Viver bem é, essencialmente, ser justo.
*Dr. Cid Célio Jayme Carvalhaes – Médico neurocirurgião, advogado e escritor. Foi Presidente da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, Presidente do Conselho Deliberativo da SBN, Presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo e Presidente da Federação Nacional dos Médicos. Especialista no Direito Médico e da Saúde e Coordenador do Curso de Pós-Graduação em Direito da Escola Paulista de Direito. É Colunista do Agenda Capital.





