Edfício sede do INSS, em Brasília • Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Policiais federais e auditores da CGU cumprem 63 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de prisão preventiva em 15 unidades da federação

Por Redação

BRASÍLIA — A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (13), uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de desvios em aposentadorias e benefícios previdenciários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A ação resultou na prisão do ex-presidente da autarquia, Alessandro Stefanutto, e no cumprimento de 63 mandados de busca e apreensão em diversos estados e no Distrito Federal.

Segundo a PF, Stefanutto é suspeito de ter permitido os desvios durante sua gestão à frente do INSS. Ele assumiu o cargo em julho de 2023, já no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Até o momento, a defesa do ex-presidente não se manifestou sobre as acusações.

Além das prisões, a operação também atingiu deputados federais e estaduais, que são alvos de mandados de busca e apreensão. As medidas foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso.

As ações estão sendo cumpridas em 15 unidades da federação, incluindo Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e o Distrito Federal.

De acordo com a nota divulgada pela PF, os investigados podem responder por inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, além de lavagem e ocultação de bens.

Busca em um dos alvos no Maranhão. Foto: Divulgação PF

Estão sendo investigados os crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, além de atos de ocultação e dilapidação patrimonial.

A Operação Sem Desconto é uma das maiores ações já deflagradas para combater fraudes previdenciárias no país, e apura um prejuízo que pode ultrapassar centenas de milhões de reais aos cofres públicos.

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Da Redação do Agenda Capital

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