HBDF proíbe usos de adornos no ambiente hospitalar. Foto: Reprodução.

“A proibição do uso de acessórios durante o expediente não é apenas uma norma burocrática, mas uma medida vital de biossegurança”, afirma Danillo Almeida, gerente de Serviços Cirúrgicos do HBDF.

Por Elza Neves

O Centro Cirúrgico do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade sob gestão do IgesDF, deu início a uma importante campanha de conscientização sobre a política de “adorno zero”. Embora a regra já esteja em vigor, a iniciativa busca consolidar a cultura de prevenção entre os colaboradores, focando diretamente na redução de riscos hospitalares.

Foco na Segurança do Paciente e do Profissional

A proibição do uso de acessórios durante o expediente não é apenas uma norma burocrática, mas uma medida vital de biossegurança. Segundo Danillo Almeida, gerente de Serviços Cirúrgicos do HBDF, a campanha reafirma uma diretriz essencial para o ambiente hospitalar.

“O adorno zero não é uma novidade. Já é uma regra do hospital. A campanha vem justamente para reforçar essa cultura e garantir que ela esteja cada vez mais consolidada entre as equipes”, explica o gestor.

Por que eliminar os adornos?

O uso de acessórios no ambiente de saúde apresenta três riscos principais:

  1. Vetor de Contaminação: Adornos transportam micro-organismos (vírus e bactérias) de ambientes externos para dentro do hospital e vice-versa, podendo atingir até o convívio familiar do trabalhador.
  2. Dificuldade na Higienização: Mesmo com a lavagem correta das mãos, anéis e pulseiras impedem a limpeza completa da pele.
  3. Risco de Acidentes: Objetos pendentes ou salientes podem enroscar em equipamentos médicos durante procedimentos críticos.

Integração de novos profissionais

A campanha também possui um caráter estratégico devido à natureza de hospital escola do HBDF. Com a chegada próxima de novos residentes, a unidade deseja que os profissionais já iniciem suas atividades integrados a esse protocolo rigoroso. “A ideia é que eles já entrem no Centro Cirúrgico com essa consciência, entendendo que segurança do paciente começa nos detalhes”, destaca Almeida.

O que é proibido pela norma?

A política institucional é abrangente e classifica como adorno qualquer acessório de enfeite ou função prática (exceto óculos de grau essenciais). Confira a lista:

  • Mãos e Braços: Anéis, alianças, relógios e pulseiras.
  • Rosto e Pescoço: Brincos, piercings expostos, colares, correntes e gravatas.
  • Outros: Broches e itens semelhantes.

Observação sobre óculos: O uso de óculos de grau é permitido por necessidade funcional, porém, eles devem ser higienizados com frequência e não podem possuir cordões ou correntes de suporte.

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Da Redação do Agenda Capital

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