Ibaneis Rocha, governador do DF. Foto: Divulgação.

Em declaração a reportagem, Ibaneis afirmou que a decisão foi motivada por razões pessoais e pelo desejo de encerrar um longo ciclo de dedicação à vida pública.

Por Delmo Menezes

O cenário político do Distrito Federal sofreu uma reviravolta nesta quarta-feira (8). O ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), confirmou que não será mais candidato ao Senado Federal nas eleições deste ano. A decisão encerra meses de especulações sobre sua candidatura e altera significativamente o tabuleiro político local.

Em declaração a reportagem, Ibaneis afirmou que a decisão foi motivada por razões pessoais e pelo desejo de encerrar um longo ciclo de dedicação à vida pública.

“Quero descansar. Já cuidei de Brasília e agora quero cuidar de mim”, resumiu o ex-governador.

Segundo Ibaneis, ele deixou Brasília e seguiu para sua fazenda, onde permanecerá até o encerramento das convenções partidárias, previsto para 5 de agosto. A decisão indica que o emedebista não pretende participar das articulações eleitorais deste ano.

Fim de um ciclo político

Ibaneis Rocha governou o Distrito Federal por dois mandatos consecutivos, entre janeiro de 2019 e março de 2026. Ele deixou o comando do Palácio do Buriti dentro do prazo de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral justamente para viabilizar uma candidatura ao Senado, projeto que agora foi abandonado.

Natural de Corrente, Ibaneis ingressou na política em 2018. Naquele ano, venceu ainda no primeiro turno a disputa pelo Governo do Distrito Federal, derrotando o então governador Rodrigo Rollemberg, que buscava a reeleição.

Em 2022, voltou a vencer as eleições para o Palácio do Buriti, novamente consolidando sua liderança política no Distrito Federal e garantindo mais quatro anos de mandato.

Mudança no cenário eleitoral

A desistência de Ibaneis representa uma das principais mudanças na corrida pelas vagas do Distrito Federal no Senado. Considerado um dos nomes mais competitivos do MDB, sua saída abre espaço para uma reconfiguração das alianças políticas e das estratégias eleitorais das demais legendas.

A expectativa agora é que o MDB defina nos próximos dias como reorganizará sua participação na disputa majoritária, uma vez que Ibaneis era apontado como um dos principais ativos eleitorais do partido.

Além disso, sua decisão deve provocar novos movimentos entre partidos aliados e adversários, que passam a disputar o eleitorado ligado ao ex-governador.

Legado à frente do GDF

Durante os dois mandatos, Ibaneis conduziu uma série de obras de infraestrutura, investimentos em mobilidade urbana, saúde e educação, além de enfrentar desafios como a pandemia de Covid-19 e a recuperação econômica do Distrito Federal.

Ao deixar o governo, em março de 2026, afirmou que pretendia continuar contribuindo para a política nacional por meio de uma cadeira no Senado. A desistência anunciada nesta quarta-feira, entretanto, indica uma mudança de planos e, ao menos por enquanto, um afastamento da disputa eleitoral.

Com a decisão, Ibaneis encerra um ciclo iniciado em 2018 e sinaliza que pretende priorizar a vida pessoal após quase oito anos à frente do Governo do Distrito Federal. Seu futuro político permanece indefinido, embora aliados não descartem um eventual retorno à vida pública em eleições futuras.

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Da Redação do Agenda Capital

Delmo Menezes
Gestor público, jornalista, secretário executivo, teólogo e especialista em relações institucionais com experiência em diversos órgãos da administração direta e indireta. Analista político e observador atento da política local e nacional. Editor-Chefe do portal de notícias Agenda Capital.

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