Paciente de 46 anos passou mal na entrada do pronto-socorro; familiares afirmam que socorro demorou, enquanto instituto diz que atendimento foi iniciado imediatamente após o mal súbito
Por Delmo Menezes
Um homem de 46 anos morreu na porta do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), neste domingo (13/7), após passar mal enquanto aguardava atendimento no pronto-socorro. O caso provocou forte comoção e gerou denúncias da família, que acusa a unidade de demora no atendimento. O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), responsável pela administração do hospital, informou que instaurou uma apuração interna para esclarecer as circunstâncias da ocorrência.
A vítima foi identificada como Rodrigo Resende Prado. Segundo familiares, ele chegou ao Hospital de Base apresentando intensa falta de ar e pediu ajuda diversas vezes. Eles afirmam que, apesar do quadro clínico, o atendimento não foi realizado de forma imediata e que o socorro só ocorreu depois que Rodrigo perdeu a consciência na área externa da unidade.
Ainda conforme os relatos da família, profissionais de saúde iniciaram manobras de reanimação após o paciente desmaiar. Apesar das tentativas de salvamento, ele não resistiu e morreu.
Os familiares também informaram que Rodrigo havia procurado atendimento no Hospital de Base na sexta-feira (11/7), quando foi avaliado e recebeu alta médica. No domingo, porém, voltou a apresentar mal-estar e retornou à unidade em busca de atendimento.
Versão do IgesDF
Em nota oficial, o IgesDF lamentou a morte do paciente e manifestou solidariedade aos familiares e amigos.
Segundo o instituto, Rodrigo realizou normalmente o cadastro para atendimento no pronto-socorro, mas deixou a recepção e permaneceu na área externa, onde aguardava a classificação de risco. Ainda de acordo com a instituição, foi nesse momento que ele apresentou um mal súbito.
O IgesDF afirma que, assim que a equipe assistencial foi informada sobre a situação, iniciou imediatamente as manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP). Em seguida, o paciente foi encaminhado para a Sala Vermelha, onde recebeu suporte avançado de vida, conforme os protocolos de emergência.
Apesar de todas as medidas adotadas pela equipe multiprofissional, o paciente não respondeu às tentativas de reanimação e teve o óbito confirmado.
Apuração interna
Diante da repercussão do caso, o IgesDF informou que instaurou uma investigação interna para analisar todos os procedimentos adotados desde a chegada do paciente ao Hospital de Base até o momento do atendimento emergencial.
A instituição ressaltou que a apuração seguirá os protocolos institucionais aplicáveis às ocorrências assistenciais e reafirmou o compromisso com a prestação de um atendimento humanizado, seguro e baseado em critérios técnicos.
O caso reacende o debate sobre o fluxo de atendimento nas unidades de urgência e emergência do Distrito Federal, especialmente quanto ao acolhimento de pacientes que chegam em estado de vulnerabilidade e aguardam pela classificação de risco. A expectativa é de que a apuração interna esclareça as circunstâncias da morte e indique se houve eventual falha nos procedimentos adotados.
Íntegra da nota do IgesDF
“O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) lamenta o falecimento do senhor R. R. que buscou atendimento na tarde deste domingo (12), no Hospital de Base, e manifesta solidariedade aos seus familiares e amigos neste momento de dor.
Após dar entrada no Pronto-Socorro e realizar o cadastro para atendimento, o paciente deixou a recepção e, posteriormente, apresentou um mal súbito, já na área externa em frente ao Pronto-Socorro, onde aguardava a classificação médica.
Tão logo soube do mal-estar do paciente, a equipe assistencial foi imediatamente acionada e iniciou as manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP). Em seguida, ele foi encaminhado à Sala Vermelha, onde foram adotadas todas as medidas de suporte avançado de vida previstas para esse tipo de ocorrência.
Toda a assistência prestada seguiu os protocolos técnicos estabelecidos para emergência. Apesar da atuação imediata da equipe multiprofissional e da adoção de todas as medidas terapêuticas indicadas, o paciente não respondeu às manobras de reanimação e evoluiu a óbito.
O IgesDF informa que instaurou apuração interna, conforme os fluxos institucionais aplicáveis às ocorrências assistenciais, com o objetivo de analisar todas as circunstâncias relacionadas ao atendimento.
O IgesDF reafirma seu compromisso com uma assistência pautada em critérios técnicos, na atuação ágil de suas equipes e na prestação de um atendimento humanizado, adotando continuamente medidas para garantir um cuidado seguro e qualificado à população.”
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Da Redação do Agenda Capital








