Guará, Asa Norte, Águas Claras e Asa Sul estão entre as regiões mais afetadas. Vidros quebrados, bancos danificados e furtos de peças estão entre os principais problemas

Por Redação

As paradas de ônibus do Distrito Federal, essenciais para garantir conforto e proteção aos passageiros durante a espera pelo transporte público, têm sido alvo frequente de ações de vandalismo. Somente nos meses de maio e junho deste ano, foram registradas 130 ocorrências de danos em abrigos, uma média superior a duas ocorrências por dia.

Os números mostram a dimensão do problema. Em maio, foram contabilizados 72 casos, enquanto outros 58 registros ocorreram em junho. Os ataques atingem diferentes regiões administrativas e provocam prejuízos à infraestrutura, além de comprometer a segurança e o conforto de quem depende diariamente do transporte coletivo.

Entre as regiões com maior número de ocorrências nos dois meses estão Guará, com 18 casos; Asa Norte, com 16; Águas Claras e Asa Sul, com 15 cada; Eixo Monumental e Taguatinga, com 11 cada; Gama, com 10; Lago Norte, com nove; Lago Sul, com sete; e Jardim Botânico, com três ocorrências.

Vidros quebrados são principal alvo

Os registros técnicos apontam três principais tipos de vandalismo nos abrigos. O mais frequente é a quebra de vidros, que atinge fundos, laterais e painéis publicitários, conhecidos como mupis. Além de danificar a estrutura, a destruição pode deixar estilhaços no local e aumentar o risco de acidentes.

Outro problema é o furto de peças e estruturas. Componentes metálicos e elétricos, portas, tetos, postes de sustentação e calhas estão entre os itens retirados dos abrigos. Também há registros de furto de kits elétricos.

Os bancos também são alvo de ações criminosas. Em diferentes pontos do DF, estruturas são quebradas ou simplesmente retiradas das paradas, deixando os passageiros sem um dos equipamentos básicos dos abrigos.


Reparo é seguido por novo ataque

Um caso registrado em Águas Claras demonstra a dificuldade de interromper o ciclo de destruição. A parada de número 894, localizada na Avenida Castanheiras, teve os vidros e a moldura do painel publicitário destruídos em 12 de junho.

A equipe responsável pela manutenção realizou o reparo completo apenas três dias depois, em 15 de junho. No entanto, poucas horas após o serviço, o equipamento voltou a ser alvo de vandalismo e amanheceu novamente danificado em 16 de junho.

A repetição dos ataques aumenta os custos de manutenção e faz com que equipes precisem retornar aos mesmos locais em intervalos cada vez menores.

Mais de 1,6 mil abrigos construídos desde 2019

Apesar dos atos de vandalismo, os investimentos na ampliação e recuperação da infraestrutura continuam. Desde 2019, foram construídos 1.613 abrigos de ônibus no Distrito Federal, sendo 1.234 estruturas de concreto e 379 de metal e vidro.

Somente em 2025, foram implantados 654 novos abrigos em 20 regiões administrativas, além de 156 manutenções corretivas.

Nos locais onde os ataques contra estruturas metálicas e de vidro são recorrentes, a estratégia adotada é substituir os modelos por abrigos de concreto, considerados mais resistentes. Em Ceilândia, por exemplo, 49 estruturas foram substituídas.

A concessionária responsável pelo serviço também registra boletim de ocorrência policial a cada ato de vandalismo identificado e classifica o reparo como prioridade máxima no cronograma de obras.

População pode ajudar a combater o vandalismo

Além do trabalho de manutenção e das ações das forças de segurança, a participação da população é considerada fundamental para combater a destruição dos equipamentos públicos.

A orientação é que moradores e passageiros comuniquem imediatamente situações de vandalismo ou atitudes suspeitas. A denúncia pode ajudar na identificação dos responsáveis e também permitir que os danos sejam comunicados às equipes responsáveis pela manutenção.

Em caso de flagrante ou atitude suspeita, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.

Para comunicar danos já ocorridos e solicitar providências de manutenção, o cidadão pode utilizar a Ouvidoria Geral do Distrito Federal, pelo telefone 162.
Também é possível registrar ocorrências, reclamações e sugestões pela plataforma Participa-DF.

Participa-DF

A preservação dos abrigos de ônibus é uma responsabilidade que vai além da conservação do patrimônio público. Para milhares de trabalhadores, estudantes e demais usuários do transporte coletivo, esses espaços representam proteção contra chuva, sol e outras condições climáticas durante a espera pelo ônibus.

Por isso, denunciar atos de vandalismo e comunicar rapidamente os danos pode contribuir para evitar que a destruição se transforme em um ciclo permanente de prejuízos e reparos. Cuidar e denunciar são formas de preservar um serviço público utilizado diariamente por milhares de pessoas no Distrito Federal.

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Da Redação do Agenda Capital

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