Tribunal Superior Eleitoral destaca transparência e segurança das eleições de 2026 para embaixadores
Por Delmo Menezes
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apresentou, nesta segunda-feira (17), embaixadores e representantes do corpo diplomático em Brasília os principais procedimentos, tecnologias e mecanismos de segurança que serão adotados nas Eleições Gerais de 2026. Durante a abertura da sessão informativa, o presidente do Tribunal, ministro Kassio Nunes Marques, enfatizou a total transparência do processo eleitoral brasileiro e a abertura da Justiça Eleitoral ao acompanhamento internacional.
O encontro, que faz parte do Programa de Convidados Internacionais para as Eleições 2026, reuniu representantes de 91 países e de três organismos internacionais: a Liga dos Estados Árabes, a Organização das Nações Unidas (ONU) e a União Europeia. O principal objetivo foi detalhar aos chefes de missões diplomáticas sediadas na capital federal os desafios, as iniciativas e as informações essenciais relativas ao pleito de outubro.
Referência mundial em democracia e segurança
Ao abrir o evento, o ministro Kassio Nunes Marques ressaltou que a iniciativa representa uma oportunidade para o corpo diplomático conhecer a fundo o funcionamento do sistema eleitoral do país, reafirmando sua segurança e credibilidade.
”O Brasil tornou-se, ao longo das últimas décadas, uma referência mundial na realização de eleições. A vanguarda entre as democracias representativas contemporâneas é resultado da contínua construção de um processo eleitoral eficiente, ancorado em normativos modernos e em sistemas tecnológicos capazes de garantir a transparência, a segurança e a credibilidade das eleições”, declarou o presidente do TSE.
O magistrado também destacou que a Justiça Eleitoral mantém relações cordiais com órgãos de gestão eleitoral de nações amigas. Entre os convidados para observar o pleito estão delegações de países de língua portuguesa, a União Interamericana de Organismos Eleitorais e a Rede Mundial de Justiça Eleitoral. Essas missões internacionais poderão acompanhar diversas etapas do processo, desde as cerimônias públicas de auditoria até a votação, apuração e totalização dos votos.
Estrutura gigantesca e combate à desinformação
O pleito de 2026 exigirá a mobilização de uma infraestrutura robusta. O eleitorado brasileiro escolherá o presidente e o vice-presidente da República, 27 governadores, 54 senadores, 513 deputados federais e 1.059 deputados estaduais. Para viabilizar a votação, serão utilizadas 560.011 urnas eletrônicas distribuídas em 2.641 zonas eleitorais e mais de 497 mil seções em todo o território nacional.
No campo normativo e tecnológico, o TSE adotou novas medidas preventivas para proteger a integridade do pleito, com foco especial no combate ao mau uso da inteligência artificial e à desinformação. O ministro citou a exigência de que plataformas digitais apresentem planos de conformidade detalhando ações contra conteúdos falsos e propaganda irregular.
Painéis técnicos e participação internacional
Durante o evento, técnicos do tribunal conduziram painéis temáticos sobre desinformação, o funcionamento isolado e offline das urnas eletrônicas — que passam por dezenas de oportunidades de auditoria —, e os avanços no cadastro eleitoral. Atualmente, o Brasil conta com cerca de 159 milhões de eleitores aptos e uma base biométrica unificada que abrange aproximadamente 170 milhões de pessoas por meio da Identificação Civil Nacional (ICN).
Ao final da programação, os diplomatas foram convidados a participar de uma votação simulada para atestar a praticidade e a confiabilidade do sistema eletrônico de votação brasileiro.
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Da Redação do Agenda Capital





