Candidatos à Presidência da República. Foto: Reprodução.

Presidente aparece com 37% das intenções de voto, enquanto senador do PL registra 30%; no segundo turno, petista tem 42% contra 41% de Flávio

Por Redação

O cenário da corrida presidencial ganhou um novo componente na pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (2). O candidato Augusto Cury (Avante) alcançou 10% das intenções de voto no primeiro turno, um crescimento de oito pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, realizado em agosto.

Apesar do avanço de Cury, a disputa permanece liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que aparece com 37%, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), com 30%.

A pesquisa mostra ainda que a distância entre Lula e Flávio diminui significativamente quando os dois são colocados frente a frente em um eventual segundo turno.

Lula 42% x Flávio 41% no segundo turno

Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente registra 42%, contra 41% do senador. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, os dois estão em empate técnico.

Outros 4% dos entrevistados se declararam indecisos, enquanto 13% disseram que votariam branco ou nulo ou que não pretendem votar.

O resultado também revela movimentos diferentes nas últimas rodadas. Lula oscilou um ponto para baixo, enquanto Flávio avançou um ponto. Embora as variações estejam dentro da margem de erro, a série histórica indicada pela pesquisa aponta tendência de queda de Lula e crescimento do candidato do PL.

Em 15 de julho, por exemplo, Lula aparecia com 45%, contra 37% de Flávio Bolsonaro — uma vantagem de oito pontos para o petista. Agora, a diferença caiu para apenas um ponto.

Cury cresce oito pontos

O principal destaque do primeiro turno é Augusto Cury. O candidato do Avante passou de 2% para 10% desde a pesquisa divulgada em 14 de agosto, uma alta de oito pontos percentuais.

No cenário estimulado que inclui Pablo Marçal (PRTB), Lula aparece com 37%, Flávio Bolsonaro com 30% e Cury com 10%. Renan Santos (Missão) soma 3%, enquanto Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Samara Martins (UP) têm 1% cada.

Pablo Marçal, que aparece no cenário mesmo tendo sua candidatura registrada como inelegível, soma 1% das intenções de voto.

Nesse quadro, 10% dos entrevistados estão indecisos e 7% afirmam que votarão branco ou nulo.

Cenário sem Pablo Marçal

Quando Pablo Marçal é retirado da lista de candidatos, Lula permanece com 37%, enquanto Flávio Bolsonaro oscila para 29%. Cury mantém os 10%.

Renan Santos registra 3%, e Caiado, Zema e Samara Martins aparecem com 1% cada. Os demais candidatos não pontuam.

Nesse cenário, os indecisos chegam a 11%, enquanto brancos e nulos representam 7%.

Pesquisa espontânea

Na modalidade espontânea, em que os entrevistados não recebem uma lista de candidatos, Lula aparece com 28%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 20%, e Augusto Cury, com 4%.

Outros nomes somam 4%. O dado que chama atenção é o elevado número de eleitores que ainda não definiram sua escolha: 42% não souberam ou não quiseram indicar um candidato. Outros 2% disseram que votarão branco ou nulo.

Lula vence Cury, Renan, Caiado e Zema

Flávio Bolsonaro é o adversário que apresenta o cenário mais competitivo contra Lula no segundo turno. Na simulação entre os dois, há empate técnico.

Já nas disputas simuladas contra Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema, Lula aparece à frente.

O resultado indica que, entre os nomes testados, Flávio é atualmente quem mais se aproxima do presidente em uma eventual segunda rodada.

Lula e Flávio lideram rejeição

A pesquisa também mostra elevada rejeição aos dois principais nomes da disputa.

Flávio Bolsonaro é rejeitado por 55% dos entrevistados, que afirmam conhecê-lo, mas dizem que não votariam nele. Lula aparece logo atrás, com 53%.

Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados nesse quesito.

Na sequência aparecem Ronaldo Caiado, com 40% de rejeição; Romeu Zema, com 38%; Renan Santos, com 28%; e Augusto Cury, com 25%.

Aprovação de Lula

A avaliação do governo federal permanece dividida. Segundo a pesquisa, 48% dos brasileiros desaprovam o governo Lula, enquanto 45% aprovam. Outros 7% não responderam.

Na avaliação da administração federal, 37% consideram o governo negativo, enquanto 35% classificam a gestão como positiva. Outros 25% avaliam o governo como regular.

Metodologia

A pesquisa Quaest ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais, em entrevistas presenciais realizadas a domicílio entre 30 de agosto e 1º de setembro de 2026.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07065/2026.

Os números reforçam um cenário de disputa ainda aberto, com Lula na liderança do primeiro turno, forte crescimento de Augusto Cury e aproximação de Flávio Bolsonaro no segundo turno.

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Da Redação do Agenda Capital

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