
Procurador-geral o acusa de assediar ao menos 11 mulheres, incluindo atuais e ex-funcionárias; vice Kathy Hochul o substituirá e será a 1ª mulher à frente do Estado
Por Redação
O governador Andrew Cuomo, de Nova York, disse que vai renunciar ao cargo nesta terça-feira, sucumbindo a um crescente escândalo de assédio sexual que causou uma reviravolta na popularidade de um dos líderes mais conhecidos dos Estados Unidos.
Cuomo disse que sua renúncia entraria em vigor em 14 dias. A vice-governadora Kathy Hochul, uma democrata, será empossada para substituí-lo. Ela se tornará a primeira governadora mulher de Nova York.
O anúncio de Cuomo, um democrata com três mandatos seguidos como governador de Nova York, veio uma semana depois que um relatório do procurador-geral do Estado de Nova York concluiu que o governador assediou sexualmente ao menos 11 mulheres, incluindo atuais e ex-funcionárias do governo, com “toques indesejados” e fazendo comentários inadequados.
“Meu instinto me diz para lutar contra isso”, afirmou o político, acrescentando, porém, que todo o processo que seria aberto na Assembleia estadual para o impeachment e os possíveis procedimentos penais seriam contraproducentes para o Governo de Nova York. Mesmo assim, Cuomo pode ter problemas na Justiça, não só pela denúncia já formalizada por uma das mulheres, como também porque vários procuradores estão analisando o relatório.
Cuomo é uma figura de destaque dentro do Partido Democrata. Filho do poderoso Mario Cuomo, três vezes governador de Nova York, seu nome era citado, de tempos em tempos, como possível candidato presidencial. O documento de 165 páginas elaborado pelos investigadores descreve um ambiente tóxico, de “medo e intimidação”, propício para cometer os abusos de forma impune. “Nossa investigação revelou que esses não foram incidentes isolados, mas sim parte de um padrão de comportamento”, disse à imprensa Joon H. Kim, um dos dois advogados à frente do caso, ao apresentar o relatório na semana passada.
Com Estadão/Agenda Capital




