O presidente do EUA Donald Trump aposta em acordo iminente para encerrar a guerra na Ucrânia
Por Redação
Um possível acordo para encerrar a guerra entre Rússia e Ucrânia, que já dura quase três anos, pode estar mais perto do que nunca. Segundo o enviado especial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, as negociações estão em fase avançada e dependem apenas da resolução de dois pontos considerados cruciais: o impasse territorial no leste da Ucrânia e o controle da usina nuclear de Zaporizhzhia.
Trump tem afirmado a aliados que encerrar o conflito é uma de suas principais prioridades de política externa. O presidente norte-americano deseja ser lembrado como um líder “pacificador” e vê o fim da guerra na Ucrânia como a mais importante missão internacional de seu atual governo.
O enviado especial dos EUA para a Ucrânia, Keith Kellogg, declarou durante o Fórum de Defesa Nacional Reagan, realizado na Califórnia, que as negociações estão “nos últimos 10 metros”, uma expressão usada para definir a etapa mais difícil de qualquer acordo diplomático. “Se conseguirmos resolver essas duas questões, acredito que o restante se ajusta muito bem. Estamos muito perto”, afirmou.
Impasse territorial e usina nuclear
Os dois principais entraves, de acordo com Kellogg, envolvem o futuro da região de Donbas — formada pelas províncias de Donetsk e Luhansk — e a situação da usina nuclear de Zaporizhzhia, a maior da Europa, atualmente sob controle russo.
A Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022, após anos de conflito entre forças ucranianas e separatistas pró-Moscou em Donbas. Embora o Kremlin reivindique a região, a Ucrânia ainda mantém controle sobre cerca de 5 mil km² do território, que é reconhecido internacionalmente como parte do território ucraniano.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, afirmou que qualquer entrega definitiva de Donetsk sem a realização de um referendo seria ilegal. Ele teme ainda que a cessão da área sirva como base para futuras ofensivas russas mais profundas dentro do território ucraniano.
Já a usina nuclear de Zaporizhzhia, ocupada por tropas russas desde 2022, permanece no centro das preocupações internacionais, especialmente pelos riscos de um acidente nuclear em meio ao conflito.
Pressão russa por mudanças nas propostas
Na semana passada, o presidente russo, Vladimir Putin, se reuniu por cerca de quatro horas no Kremlin com o enviado especial norte-americano Steve Witkoff e com Jared Kushner, genro de Donald Trump. Segundo o principal assessor de política externa do Kremlin, Yuri Ushakov, foram discutidas principalmente as chamadas “questões territoriais”.
Neste domingo (7), Ushakov declarou à imprensa russa que os Estados Unidos precisariam fazer “mudanças sérias e radicais” em seus documentos sobre a Ucrânia para que um acordo seja viável. Ele não detalhou quais pontos Moscou deseja modificar.
Do lado ucraniano, Zelenskiy informou que teve uma conversa telefônica “longa e substancial” com Witkoff e Kushner no sábado. Já o Kremlin avalia que Kushner vem exercendo papel central na costura política de um possível acordo.
Apesar do otimismo dos americanos, diplomatas europeus ainda tratam o cenário com cautela. O desfecho da guerra dependerá não apenas da vontade política, mas também dos termos finais sobre soberania territorial e segurança nuclear — dois pontos extremamente sensíveis para as partes envolvidas.
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Da Redação do Agenda Capital





