DF conta atualmente com 16 unidades fixas e três itinerantes, que ajudam não só candidatos, mas também as empresas que desejam contratar; só em 2025, já foram 3,3 mil carteiras assinadas por intermédio do espaço. Foto: Tony Oliveira / Agência Brasília

Estrutura conta com 16 unidades fixas e três itinerantes; só em 2025, mais de 3,3 mil pessoas já conseguiram emprego com carteira assinada

Por Redação

Em um cenário onde cresce a busca por oportunidades e por profissionais qualificados, as Agências do Trabalhador do Distrito Federal vêm se consolidando como uma ponte eficaz entre candidatos e empresas. Coordenadas pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF), essas unidades já garantiram, desde 2019, a inserção de cerca de 30 mil brasilienses no mercado formal de trabalho. Somente em 2025, mais de 3,3 mil pessoas conquistaram vagas com carteira assinada.

Em 2024, foram aproximadamente 5,6 mil contratações viabilizadas pelas agências. A expectativa é que 2025 feche com números ainda mais expressivos. “A tendência é sempre melhorar e ampliar esses resultados. No fim do ano, as empresas costumam aumentar a produção e as vendas, o que gera uma demanda maior por trabalhadores e nos ajuda a alcançar essa meta”, afirma o secretário da Sedet-DF, Thales Mendes.

Estrutura ampla e atendimento itinerante

Atualmente, o DF conta com 16 agências fixas, que atendem mais de 30 mil pessoas por mês, e três unidades móveis – duas em carretas e uma itinerante. Esta última percorre centros comunitários e entidades sociais para levar atendimento às regiões que não possuem unidade física.

Além de intermediar vagas de emprego, os serviços oferecidos incluem solicitação de seguro-desemprego, inscrição em cursos de qualificação profissional, entrega de cestas básicas e encaminhamento a programas de assistência social. “A agência veio realmente para ajudar o trabalhador”, reforça o secretário.

Foto: Lúcio Bernardo Jr. / Agência Brasília

Vantagens para empresas: seleção mais ágil e eficiente

Para o setor empresarial, as agências também se tornaram grandes aliadas. Elas oferecem suporte técnico para o recrutamento e seleção, otimizando tempo e reduzindo custos operacionais. Os empregadores registram suas demandas e recebem candidatos já avaliados, conforme critérios técnicos e comportamentais alinhados às exigências da vaga.

A empresa Dom Caseiro, que atua no ramo alimentício há 19 anos, é um exemplo do sucesso dessa parceria. Com cerca de 150 colaboradores, a companhia contratou 12 profissionais somente nos primeiros 15 dias de setembro e pretende ampliar o quadro em mais 40 pessoas até outubro, de olho na campanha de Natal.

“Eu recomendo tanto para empresários quanto para quem procura emprego. É um trabalho sério, que realmente dá resultados”, afirma Luana Santos, gerente geral da Dom Caseiro.

Processo seletivo dentro da agência

A tradicional Pão Dourado, com 30 anos de atuação, também utiliza os serviços das agências para reforçar seu time. Segundo o diretor de RH e sócio da empresa, Sérvulo Batista, 10% dos atuais 786 funcionários foram contratados por meio das unidades públicas de emprego. A empresa, inclusive, tem realizado processos seletivos dentro das próprias agências.

“A gente está invertendo, porque, como tem estrutura lá e as pessoas moram mais perto, não gastam passagem para vir até aqui. A empresa se preocupou com isso”, explica. Sérvulo também destaca os efeitos positivos do programa de qualificação oferecido pelo GDF: “O QualificaDF ajuda muito, principalmente os jovens que nunca tiveram o primeiro emprego”.

Foto: Lúcio Bernardo Jr. / Agência Brasília

Experiências reais: de candidatas a contratadas

Para muitos trabalhadores, a agência representa a primeira chance de conquistar uma colocação no mercado. É o caso da auxiliar de produção Júlia de Moraes, 21 anos, moradora de Águas Lindas. Após ver um anúncio nas redes sociais, buscou atendimento presencial em Taguatinga e teve uma grata surpresa.

“No mesmo dia em que fui até lá, consegui achar a vaga, fazer a entrevista e logo depois já comecei a experiência na empresa”, lembra.

Giovana Ferreira, 22, também encontrou seu caminho profissional na Pão Dourado graças à Agência do Trabalhador. Com cadastro desde os 18 anos, só recentemente participou de um processo seletivo. “Foi tudo muito rápido, a entrevista correu bem e eles me auxiliaram bastante, até com a montagem do currículo”, relata.

Para Giovana, o diferencial está na intermediação direta entre empresa e candidato: “A agência leva o serviço até a comunidade e oferece muitas possibilidades. Quem não aproveita, acaba perdendo oportunidades importantes”.

Da Redação do Agenda Capital

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