Ex-presidente Jair Messias Bolsonaro Reprodução.

Ex-presidente deve receber alta médica nesta quinta-feira, 1º, e voltará à Superintendência da Polícia Federal após tratamento para soluços e cirurgia de hérnia.

Por Redação

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), indeferiu nesta quinta-feira, 1º, um novo pedido da defesa de Jair Bolsonaro (PL) para a conversão de sua prisão preventiva em domiciliar. Com a decisão, o ex-presidente deverá retornar à Superintendência da Polícia Federal em Brasília assim que receber alta hospitalar.

Bolsonaro está internado desde o dia 24 de dezembro em uma unidade médica da capital federal. A previsão é que a liberação médica ocorra ainda na manhã desta quinta-feira.

Na decisão, Moraes ordenou o reingresso imediato do ex-presidente à carceragem. “Diante do exposto, nos termos do artigo 21 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, indefiro o novo pedido da Defesa, devendo o réu Jair Messias Bolsonaro, após a devida liberação médica, retornar ao cumprimento de sua pena privativa de liberdade em regime fechado na Sala de Estado-Maior na Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal”, determinou o ministro.

Defesa cita saúde frágil e caso Collor

Os advogados de Bolsonaro argumentaram que a estrutura da Polícia Federal não oferece os “cuidados adequados” para o quadro de saúde do ex-presidente, alertando para o risco de agravamento de sua condição. A defesa chegou a solicitar, na madrugada desta quinta-feira, que ele permanecesse no hospital até que o mérito da prisão domiciliar fosse julgado.

Para embasar o pedido, a defesa traçou um paralelo com o caso do ex-presidente Fernando Collor de Mello, que obteve autorização de Moraes no ano passado para cumprir pena em casa após diagnóstico de apneia do sono.

O advogado Paulo Cunha Bueno, integrante da defesa, listou no X (antigo Twitter) uma série de riscos associados ao retorno de Bolsonaro à prisão:

“Considerando a idade do paciente e as comorbidades conhecidas e documentadas, salientamos que a não adoção das medidas relacionadas ou o agravamento das condições clínicas descritas, poderá causar o risco de incidência de sérias complicações, incluindo pneumonia broncoaspirativa e insuficiência respiratória, acidente vascular cerebral, risco de queda com traumatismos múltiplos […] piora da insuficiência renal por desidratação ou hipertensão não controlada.”

Soluços persistentes e uso de antidepressivos

O quadro clínico de Bolsonaro, segundo os médicos Brasil Caiado e Cláudio Birolini, inspira cuidados. O ex-presidente passou por uma cirurgia de hérnia e um procedimento de bloqueio do nervo frênico para tentar interromper crises de soluços. No entanto, os médicos relataram que os espasmos não cessaram, levantando a hipótese de uma origem no sistema nervoso, que passará a ser tratada com medicamentos.

A equipe médica revelou ainda que o estado emocional do ex-presidente é afetado pelas crises. Foi relatado que o humor de Bolsonaro piora significativamente durante os episódios de soluço e que ele próprio solicitou o uso de antidepressivos.

Além disso, o ex-presidente sofre de apneia do sono e necessita de uma máscara especial para dormir. Segundo o boletim médico, o uso do equipamento aumenta o risco de quedas noturnas, exigindo vigilância e uma rotina rigorosa de autocuidado para evitar novas crises de refluxo e soluços.

A remoção de Bolsonaro do hospital para a sede da PF dependerá agora dos trâmites logísticos da Justiça após a confirmação da alta médica.

Siga o Agenda Capital no Instagram>https://www.instagram.com/agendacapitaloficial/

Da Redação do Agenda Capital

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here