Os nubentes se reuniram no Museu da República no Casamento Comunitário 2025

Por Redação

Sob a imponente arquitetura de Oscar Niemeyer, 100 casais oficializaram a união neste domingo (7), durante a quarta edição de 2025 do Casamento Comunitário, realizada no Museu Nacional da República, em Brasília. Emoção, alegria e sentimento de conquista marcaram a cerimônia, que integra uma política pública voltada à promoção da cidadania, da dignidade e do fortalecimento da família no Distrito Federal.

Depois de passar pelo Pontão do Lago Sul e pela Concha Acústica, o projeto voltou ao local onde tudo começou, ainda durante o período da pandemia. Para a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, a edição teve um significado especial.

Casamento Comunitário 2025: Foto: Matheus H. Souza / Agência Brasília

“Nós estamos na quarta edição de 2025 e hoje de uma maneira muito especial, porque o Casamento Comunitário como política pública no Distrito Federal iniciou aqui neste museu, no período de pandemia, com aquele distanciamento social. Então, hoje tem um tom nostálgico”, destacou.

Casamento Comunitário 2025: Foto: Matheus H. Souza / Agência Brasília

Política pública que transforma vidas

Criado pelo Decreto nº 41.971/2021, o Casamento Comunitário já beneficiou mais de dois mil casais desde sua implantação. Somente em 2025, esta foi a quarta edição, após cerimônias realizadas em março, junho e agosto.

Além da isenção total das taxas cartoriais, os noivos recebem uma estrutura completa para o grande dia:

  • transporte;
  • trajes completos para os casais;
  • maquiagem e produção de cabelo para as noivas;
  • registro fotográfico profissional.
Casamento Comunitário 2025: Foto: Matheus H. Souza / Agência Brasília

Tudo isso é viabilizado por meio de parcerias com a iniciativa privada e trabalho voluntário.

“É a formalização de uma situação que eles já viviam há muitos anos. Muitos casais não tinham condições financeiras de formalizar essa união. Isso é respeito, dignidade e direito. O Estado mostra que se preocupa com a família no Distrito Federal”, reforçou Marcela Passamani.

Casamento Comunitário 2025: Foto: Matheus H. Souza / Agência Brasília

Emoção desde a marcha nupcial até o “sim”

Ao som da tradicional marcha nupcial, executada ao vivo, os casais desceram as escadarias do auditório rumo ao tão esperado “sim”. A ansiedade tomou conta desde cedo. Kátia Kelly Caetano, de 38 anos, acordou às 2h da manhã para se preparar e foi a primeira noiva a chegar para a maquiagem.

“Esperei muito por isso. Estou há oito anos ‘amigada’. Sempre sonhei em casar de véu e grinalda, e hoje consegui realizar esse sonho, graças a Deus”, contou emocionada.

O noivo, Alexsandro Carvalho, de 35 anos, destacou a importância da oficialização.

Casamento Comunitário 2025: Foto: Matheus H. Souza / Agência Brasília

“Levar o casamento a sério muda a vida. Fiquei muito emocionado. E casar em um cartão-postal de Brasília é motivo de orgulho.”

Já Eliete de Oliveira, 39, ficou encantada com o cuidado recebido.

“Me senti como uma princesa. Todo o cuidado com cabelo, maquiagem e até ajuda para vestir foi muito além do que eu imaginava.”

Casamento Comunitário 2025: Foto: Matheus H. Souza / Agência Brasília

O noivo, Irivaldo Pinheiro, 32, completou:

“A equipe é excelente, tem gente até para ajudá-lo a dar nó na gravata. Está tudo impecável. Agora é dizer sim e vida que segue. Felizes para sempre.”

Segurança jurídica e cidadania

A oficialização foi conduzida por quatro juízas de paz. Para Mírtala Delmondez, a cerimônia vai além do simbolismo.

“É renovação, é cidadania, é pertencimento. Casamento traz pertencimento. Esse projeto é grandioso”, afirmou.

Além da celebração, o Casamento Comunitário garante benefícios legais fundamentais, como:

  • segurança jurídica;
  • direitos sucessórios;
  • acesso à pensão;
  • inclusão em programas sociais;
  • proteção ampliada às famílias.

O programa é voltado especialmente para casais que viviam em união estável, mas que não tinham condições financeiras de custear um casamento civil.

Como participar

Os interessados em futuras edições podem consultar o passo a passo para inscrição, além da lista de entidades parceiras, nos canais oficiais da Secretaria de Justiça e Cidadania do DF. Para saber mais sobre o programa, consultar o passo a passo para inscrição e a lista de entidades parceiras, acesse este link.

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Da Redação do Agenda Capital

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