Equipes de resgate trabalham no local de um prédio de apartamentos danificado durante um ataque russo com mísseis e drones em Kiev. Foto: Reprodução.

Bombardeio russo destrói instituto científico e deixa rastro de morte na Ucrânia. Moscou ainda não se manifestou.

Por Delmo Menezes

A Rússia voltou a realizar uma intensa ofensiva contra a capital da Ucrânia na noite desta quarta-feira (1º), provocando a morte de pelo menos 20 pessoas e deixando dezenas de feridos. A nova onda de ataques, realizada com drones e mísseis, atingiu diversos pontos de Kiev, destruiu prédios civis, danificou instalações científicas e provocou forte reação da comunidade internacional.

De acordo com autoridades ucranianas, mais de 56 pessoas ficaram feridas, enquanto equipes de resgate continuam trabalhando entre os escombros, o que pode elevar o número de vítimas nas próximas horas.

O governo russo classificou a operação como um “ataque retaliatório maciço”. Segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, general Valery Gerasimov, apresentou ao presidente Vladimir Putin um relatório sobre os resultados da ofensiva. Até o momento, Putin não se pronunciou publicamente sobre os bombardeios.

O instituto após o ataque, Kiev, 2 de julho de 2026. Foto: Reprodução.

Entre os locais atingidos está o Instituto Nacional de Bioquímica da Ucrânia, considerado um dos principais centros de pesquisa científica do país. Laboratórios equipados com tecnologia de ponta e escritórios foram completamente destruídos. Pesquisadores classificaram o episódio como uma “catástrofe para a ciência médica e biológica da Ucrânia”. Imagens divulgadas pelas autoridades mostram bombeiros combatendo incêndios enquanto funcionários retiravam animais utilizados em pesquisas das instalações.

A ofensiva provocou condenações imediatas de líderes internacionais. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou estar “absolutamente horrorizado” com o ataque, classificando-o como “bárbaro” e destacando que civis inocentes foram mortos e feridos. Segundo ele, enquanto a Ucrânia busca uma solução para o conflito, a Rússia continua ampliando o sofrimento da população.

Um hotel em Kiev foi atingido após ataque de drones russos. Reprodução.

A ministra das Relações Exteriores britânica, Yvette Cooper, também condenou os bombardeios, afirmando que Moscou “escolheu novamente a escalada em vez da paz” e classificando a ofensiva como um ataque “deplorável”.

O novo bombardeio reforça a escalada da guerra iniciada em 2022 e ocorre em um momento de intensos esforços diplomáticos para tentar alcançar um cessar-fogo, enquanto os ataques continuam atingindo áreas urbanas e a população civil ucraniana.

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Da Redação com Agências Internacionais

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