Adeus da Geração de Ouro: Courtois, De Bruyne e Lukaku disputam possível última Copa pela Bélgica.
Por Redação
A estreia da Bélgica na Copa do Mundo de 2026 pode marcar o início da despedida definitiva de uma geração que mudou a história do futebol do país. Nesta segunda-feira (15), às 16h (de Brasília), os belgas enfrentam o Egito, no Lumen Field, em Seattle, pela primeira rodada do Grupo G, em um Mundial que tende a ser o último para alguns dos principais nomes da chamada “Geração de Ouro”.
Após mais de uma década entre as seleções mais competitivas do planeta, jogadores como o goleiro Thibaut Courtois, o meia Kevin De Bruyne e o atacante Romelu Lukaku disputam possivelmente sua última Copa do Mundo. O trio simboliza o período mais vitorioso do futebol belga, que teve como ápice o terceiro lugar na Copa de 2018, na Rússia.
Apesar do talento e da qualidade técnica exibidos ao longo dos anos, a Bélgica nunca conseguiu conquistar o tão sonhado título mundial. Agora, em 2026, a equipe busca encerrar esse ciclo com uma campanha histórica.
Sob o comando do técnico Rudi Garcia, os belgas chegam embalados após liderarem invictos o Grupo J das Eliminatórias Europeias, somando cinco vitórias e três empates. A seleção aposta na combinação entre experiência e juventude, reunindo veteranos consagrados e novos talentos como Jérémy Doku e Johan Bakayoko.
Courtois retorna aos Mundiais após um período afastado da seleção em razão de divergências com a antiga comissão técnica. O goleiro do Real Madrid reassume seu papel de liderança defensiva e é considerado peça-chave na campanha belga.
Já De Bruyne volta a vestir o protagonismo da equipe depois de superar uma lesão muscular que o afastou dos gramados por cerca de quatro meses entre o fim de 2025 e o início deste ano. Atualmente no Napoli, o meio-campista recuperou o ritmo de jogo nos amistosos preparatórios, quando a Bélgica venceu Croácia e Tunísia.
Lukaku, por sua vez, chega em melhores condições físicas do que na Copa de 2022. Livre de lesões, o atacante é novamente a principal referência ofensiva da equipe e terá a missão de liderar o ataque belga em busca de um desfecho glorioso para sua trajetória em Mundiais.
Do outro lado estará um Egito motivado pelo retorno à Copa do Mundo após liderar o Grupo A das Eliminatórias Africanas. A seleção treinada por Hossam Hassan deposita suas esperanças no talento de Mohamed Salah e sonha em conquistar sua primeira vitória na história dos Mundiais.
Além de Bélgica e Egito, o Grupo G conta ainda com Irã e Nova Zelândia. A partida terá arbitragem brasileira, com Ramon Abatti Abel no apito, auxiliado por Danilo Manis e Rafael Alves.
Para a Bélgica, o Mundial de 2026 representa mais do que uma disputa pelo título: é a chance de encerrar, em grande estilo, a era mais brilhante da história do futebol do país. Se será um adeus melancólico ou uma despedida gloriosa da Geração de Ouro, somente os próximos jogos poderão dizer.
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Da Redação do Agenda Capital





