
DF compartilha experiência e se consolida como referência em vigilância oncológica
Por Delmo Menezes
Uma equipe técnica da Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia (Agevisa-RO) esteve em Brasília nos dias 4 a 8 de novembro para conhecer o modelo de vigilância oncológica desenvolvido pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). O objetivo da visita foi aprimorar o sistema de monitoramento da doença em Rondônia e fortalecer a coleta de dados sobre a incidência do câncer no estado.
O Distrito Federal, pioneiro no Brasil na implementação da notificação compulsória de câncer, regulamentada pela Portaria nº 180/2019, tem se destacado como referência nacional. A visita da equipe rondoniense incluiu uma imersão no dia a dia do Hospital Regional de Taguatinga (HRT) e palestras sobre o Registro de Câncer de Base Populacional do DF (RCBP-DF) e as práticas de monitoramento dos Registros Hospitalares de Câncer (RHCs).
Avanços significativos no DF
Desde a implantação da portaria, a SES-DF tem registrado um aumento significativo no número de notificações de câncer, passando de 10,7 mil ocorrências na rede privada em 2019 para 13,6 mil em 2023. Atualmente, cerca de 40% das notificações provêm tanto da rede pública quanto da privada.
Segundo Gustavo Ribas, chefe da Assessoria de Política de Prevenção e Controle do Câncer (Asccan) da SES-DF, a coleta e o armazenamento adequados de dados são fundamentais para qualificar o serviço, gerar conhecimento científico e produzir instrumentos de divulgação.

Benefícios do modelo para Rondônia
A coordenadora do RCBP-DF, Cristiane Bastos, destaca que o modelo do Distrito Federal traz um impacto direto na qualidade das informações oncológicas. “Rondônia poderá fortalecer sua própria vigilância, aprimorar o monitoramento da doença e implementar estratégias que melhorem o atendimento e a resposta à demanda de saúde em seus serviços”, explica.
O coronel e diretor-geral da Agevisa-RO, Gilvander Gregório de Lima, avalia que a experiência em Brasília foi fundamental para estruturar os processos de coleta de dados sobre o câncer em Rondônia. “Queremos alcançar uma coleta de dados mais qualificada e, com isso, entender a incidência da doença no território rondoniense”, afirma.
Uma visão abrangente e integrada
O sistema da SES-DF permite uma visão abrangente e integrada entre as redes pública e privada, possibilitando o planejamento de políticas de saúde e intervenções mais eficazes. Essa experiência exitosa tem servido de inspiração para outros estados brasileiros que buscam fortalecer seus sistemas de vigilância oncológica.
A troca de experiências entre o Distrito Federal e Rondônia demonstra a importância da colaboração entre os estados para aprimorar a qualidade do atendimento aos pacientes com câncer e fortalecer a vigilância oncológica no país. O modelo do DF, com sua coleta de dados qualificada e integrada, tem se mostrado uma ferramenta valiosa para o planejamento e a gestão de políticas públicas de saúde.
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Da Redação do Agenda Capital






