
Governadora afirma que contas tinham déficit e pagamentos em atraso e anuncia projeção de superávit de R$ 3 bilhões para o fim de 2026
Por Delmo Menezes
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou nesta sexta-feira (7/8) que encontrou um cenário de forte desequilíbrio nas contas públicas ao assumir o comando do Governo do Distrito Federal (GDF), em março, após a renúncia de Ibaneis Rocha (MDB). Segundo ela, havia um rombo de quase R$ 5 bilhões, além de pagamentos em atraso.
Durante entrevista coletiva realizada no Palácio do Buriti, Celina apresentou um balanço da situação fiscal do primeiro semestre de 2026 e afirmou que as medidas adotadas nos primeiros meses de gestão permitiram reverter o quadro de déficit. A previsão apresentada pela governadora é encerrar o ano com superávit de aproximadamente R$ 3 bilhões.
“Qualquer governo sério precisa ter responsabilidade fiscal. Não existe governo que consiga ser próspero sem responsabilidade fiscal”, afirmou Celina.
Segundo a governadora, uma das primeiras ações foi promover um “choque de gestão” nas áreas administrativa e política, com o objetivo de reorganizar as despesas e recuperar o equilíbrio orçamentário.

“Um esforço gigante para que as pessoas pudessem entender que havia uma nova gestão fiscal e orçamentária”, declarou.
Corte de gastos e redução do custeio
Celina destacou entre as medidas adotadas a revisão de despesas, a redução do custeio da máquina pública e a priorização dos gastos considerados essenciais. A governadora também ressaltou a importância da transparência na condução das contas públicas.
Entre as decisões mencionadas está a ocupação do Centrad, medida que, segundo Celina, faz parte do esforço de reorganização administrativa do governo e de redução de custos.
A governadora afirmou ainda que, apesar das dificuldades financeiras encontradas no início da gestão, os serviços públicos não foram interrompidos.
“Em nenhum momento diante de todas as dificuldades, a máquina pública parou”, afirmou.
Segundo Celina, o governo mantém o cronograma de investimentos e obras no Distrito Federal. Ela citou a emissão de ordens de serviço para novos viadutos e outras intervenções de infraestrutura.
“Nós temos aqui um planejamento 100% executado”, afirmou.
Valdivino de Oliveira à frente da Economia
Celina também destacou a escolha de Valdivino de Oliveira para comandar a Secretaria de Economia. Segundo a governadora, o secretário possui experiência na administração pública e profundo conhecimento sobre o Fundo Constitucional do Distrito Federal.
“Ele tem um profundo conhecimento do nosso fundo constitucional”, afirmou Celina, ao explicar o convite para que Valdivino assumisse a missão de reorganizar a situação fiscal.
A governadora ressaltou que o secretário já ocupou o cargo de secretário de Estado em 11 ocasiões e afirmou que os resultados apresentados após os primeiros meses de trabalho demonstram uma reversão do cenário encontrado no início da gestão.
Acordo com o governo federal
Durante a entrevista, Celina também comentou o acordo firmado no Supremo Tribunal Federal (STF) com o governo federal, sob mediação do ministro Luiz Fux.
Segundo ela, o acordo continua vigente e o governo do Distrito Federal pretende tratar no STF dos pontos relacionados à sua execução.
“Nós temos um acordo que está vigente ainda, mesmo com um pouco de inércia, mas nós vamos tratar sobre isso [no STF]”, afirmou.
A governadora disse ainda que o GDF possui documentação sobre o tema e defendeu que as discussões relacionadas ao BRB sejam conduzidas de forma técnica.
“Diferente do que o governo federal está fazendo, com avaliações e falas políticas, nós não vamos cometer esse erro, porque nossa fala aqui sobre o BRB é uma fala técnica”, declarou.
Governo projeta superávit de R$ 3 bilhões
Com as medidas anunciadas, Celina Leão afirmou que o governo conseguiu reverter o quadro fiscal identificado no início de sua gestão e trabalha agora com uma projeção de superávit de R$ 3 bilhões até o final de 2026.
A governadora apresentou o resultado como fruto de uma política de controle de despesas, revisão do custeio e priorização dos investimentos.
O balanço apresentado nesta sexta-feira representa, segundo Celina, uma mudança significativa em relação ao cenário encontrado em março, quando, de acordo com a governadora, o GDF acumulava um déficit próximo de R$ 5 bilhões e registrava atrasos em pagamentos.
A equipe econômica deverá continuar acompanhando a evolução das receitas e despesas ao longo do segundo semestre para manter o equilíbrio das contas e assegurar a execução dos investimentos previstos pelo governo.
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Da Redação do Agenda Capital




