Acidente entre helicópteros no Rio deixa ao menos seis mortos e mobiliza forças de segurança
Por Elza Neves
Um grave acidente envolvendo dois helicópteros deixou pelo menos seis mortos na manhã deste domingo (14), na Avenida das Américas, na altura do Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio de Janeiro. As aeronaves teriam colidido no ar antes de caírem na via, provocando um incêndio de grandes proporções e mobilizando equipes de emergência.
De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro, a corporação foi acionada às 8h59 para atender a ocorrência. Equipes do Destacamento de Bombeiros Militar do Recreio dos Bandeirantes foram enviadas imediatamente ao local, com apoio especializado do Grupo de Operações Aéreas e Especiais (GOEsp).
Segundo informações preliminares dos bombeiros, há registro inicial de pelo menos seis vítimas fatais. Até o momento, as autoridades ainda trabalham na identificação das vítimas e na confirmação do número total de ocupantes das aeronaves.
Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram uma intensa coluna de fumaça e chamas após a queda dos helicópteros, evidenciando a gravidade do acidente. A área foi isolada para permitir o trabalho das equipes de resgate e perícia.
O Centro de Operações Rio informou que a pista lateral da Avenida das Américas, na altura da estação BRT Gilka Machado, sentido Santa Cruz, permanece interditada em razão da ocorrência, causando impactos no trânsito da região.
A investigação do caso está sob responsabilidade da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, por meio da 42ª Delegacia de Polícia, no Recreio dos Bandeirantes. A perícia foi acionada e agentes realizam diligências para esclarecer as circunstâncias da colisão.
Além dos bombeiros e da Polícia Civil, participam da operação equipes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio), da Comlurb e do 31º Batalhão da Polícia Militar, responsáveis pelo isolamento e segurança da área.
A Força Aérea Brasileira também foi acionada e informou que investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos iniciaram a chamada “Ação Inicial”, etapa fundamental para a investigação de acidentes aeronáuticos.
Segundo a FAB, equipes do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III), sediado no Rio de Janeiro, trabalham na coleta e confirmação de dados, preservação dos destroços e levantamento das informações necessárias para determinar as causas do acidente.
As aeronaves envolvidas possuem as matrículas PP-MAC e PR-DJJ. As circunstâncias da colisão ainda são desconhecidas e serão apuradas pelas autoridades aeronáuticas.
O acidente provocou forte comoção e reacende o debate sobre segurança aérea em áreas urbanas densamente povoadas. As investigações prosseguem e novas informações deverão ser divulgadas ao longo do dia.
Onde foi o acidente
O Corpo de Bombeiros foi acionado às 8h59 para atender à ocorrência. Os helicópteros caíram em um terreno pertencente a uma igreja desativada, localizado no cruzamento da Avenida das Américas com as ruas Beth Lago e Rivadávia Campos, no Recreio dos Bandeirantes. A área havia sido alugada pela montadora chinesa BYD para armazenamento de veículos.
Uma das aeronaves explodiu no momento do impacto com o solo, provocando um incêndio de grandes proporções. As chamas atingiram diversos veículos elétricos estacionados no local, desencadeando novas explosões e dificultando o trabalho das equipes de emergência. A intensa coluna de fumaça pôde ser vista a quilômetros de distância.
O segundo helicóptero caiu nas proximidades e não chegou a pegar fogo. Imagens registradas no local mostram a aeronave tombada, com o trem de pouso voltado para cima. As circunstâncias da colisão e da queda seguem sendo investigadas pelas autoridades aeronáuticas.
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Da Redação do Agenda Capital





