
Trump convoca iranianos a ocuparem instituições e suspende diálogo com Teerã
Por Redação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um apelo direto à população iraniana para que continue os protestos contra o regime do país e afirmou que enviará ajuda aos manifestantes. A declaração foi feita nesta terça-feira (13), em meio à intensificação da repressão governamental no Irã e ao aumento expressivo do número de mortos e presos.
Em publicação na rede social Truth Social, Trump adotou um tom enfático ao incentivar a mobilização popular. “Patriotas iranianos, CONTINUEM PROTESTANDO — OCUPEM SUAS INSTITUIÇÕES!!!… A AJUDA ESTÁ A CAMINHO”, escreveu o presidente norte-americano, sem detalhar que tipo de apoio seria oferecido ou de que forma ele chegaria ao país.
Além do chamado aos manifestantes, Trump afirmou que decidiu cancelar “todas as reuniões com autoridades iranianas” enquanto, segundo ele, persistir o que classificou como “assassinato sem sentido” de pessoas que participam dos protestos. A decisão sinaliza um novo endurecimento da postura dos Estados Unidos em relação a Teerã e amplia a tensão diplomática entre os dois países.
A dimensão da repressão tem sido apontada por organizações internacionais de direitos humanos. Uma entidade sediada nos Estados Unidos informou que o número de manifestantes mortos chegou a mais de 2mil, além de pelo menos 16.784 pessoas presas desde o início das manifestações. Os dados reforçam denúncias de uso excessivo da força por parte das autoridades iranianas para conter os atos.
Pela primeira vez, representantes do próprio governo iraniano reconheceram números elevados de vítimas. Um funcionário do país declarou à agência Reuters que cerca de duas mil pessoas morreram durante os protestos. De acordo com ele, as mortes teriam atingido tanto manifestantes quanto integrantes das forças de segurança.
Na mesma declaração, o funcionário iraniano atribuiu as mortes a grupos que classificou como terroristas, alegando que eles seriam responsáveis pelos óbitos de civis e agentes do Estado. No entanto, ele não apresentou detalhes sobre as circunstâncias das mortes nem especificou quantas vítimas pertenciam a cada grupo.
O posicionamento público de Trump tende a ampliar a repercussão internacional da crise iraniana e pode fortalecer a narrativa de apoio externo aos protestos, ao mesmo tempo em que aumenta a pressão diplomática sobre o regime de Teerã. Enquanto isso, o cenário no país segue marcado por violência, incertezas e denúncias de graves violações de direitos humanos.
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Da Redação com Agências Internacionais




