Médicos criam o termo “doença da pressa”. Pouco conhecida, a Doença  é um dos problemas que mais atingem pessoas que vivem em grandes centros urbanos.

A doença da pressa de acordo com Rossi (2012) caracteriza-se por um sentimento de pressa, é um sentimento que surge em situações sem que haja motivo para alguém estar apressado. As pessoas que apresentam o sentimento de pressa podem senti-lo até mesmo durante as férias.

Uma pesquisa feita pela instituição com mil brasileiros economicamente ativos revelou que 30% deles sofriam da “doença da pressa”, apresentando sintomas físicos (hipertensão e problemas cardiovasculares), emocionais (angústia) e comportamentais (abuso do álcool).

“São pessoas que se tornam agressivas se o carro começa a andar mais devagar e que tendem a empregar a bebida como um “amortecedor” da pressão cotidiana”, diz Ana Rossi.

Segundo a pesquisadora, Ana Maria Rossi, da International Stress Management Association (Associação Internacional de Gerenciamento do Estresse), o estudo aponta que só 8% dos entrevistados se davam conta de que deveriam reduzir o ritmo de vida e estavam tomando ou já tinham tomado alguma providência para isso.

Outros 13% achavam que deveriam ir mais devagar, mas não sabiam como fazê-lo. “Como o modelo predominante é o de cultuar a velocidade, quem decide que precisa negociar horários no trabalho para ter mais tempo livre esbarra em resistência”, observa Rossi.

Apesar disso, ela acredita que um reforço ao movimento pela desaceleração pode aparecer dentro das corporações. “As empresas já notaram que a margem de erro de quem faz tudo ao mesmo tempo é muito maior. Isso poderá valorizar o trabalho feito com calma”, explica.

Para saber se uma pessoa tem ou não essa síndrome, é preciso analisar suas atitudes ao longo do dia. Quem sofre com a pressa, em geral é uma pessoa que fala, anda e come muito rápido. É superficial no olhar – se for ler um texto ela apenas lê superficialmente. Tem uma gana muito grande de realização. É impaciente. E muitas vezes já está acostumada a esse padrão, já criou a vida com muitas demandas.

Quem vive apressado até no momento de lazer pode desenvolver a síndrome da pressa. Esta síndrome aparece em pessoas que vivem sob pressão e que estão transbordando de problemas, compromissos que querem desenvolver o mais rápido possível.

SINTOMAS
De acordo com Novaes (2007) a pessoa com a “doença da pressa” comumente apresenta irritabilidade, hostilidade e raiva. Além disso, ela costuma ter interpretações para os eventos da vida que contribuem para a manutenção desse estilo comportamental. Por exemplo, uma pessoa que foi promovida em um emprego pode interpretar esse acontecimento como decorrente de ser rápido na realização das tarefas. Já outra pessoa, pode acreditar que o ritmo mais lento de um colega de trabalho o torna incompetente. Vale observar que, muito embora o mundo moderno esteja exigindo cada vez mais conhecimento, aprimoramento e dinamismo, do ser humano, nem todas as pessoas desenvolvem a “doença da pressa”.

Na síndrome da pressa o indivíduo aumenta cada vez mais as funções. Ele está sempre buscando algo para fazer e quando não tem se sente culpado.

Ser um apressado compulsivo segundo a Dra. Andréa Bacelar pode aumentar o risco de infarto, úlcera, gastrite e pode prejudicar as relações pessoais.

Da Redação do Agenda Capital

Delmo Menezes
Gestor público, jornalista, secretário executivo, teólogo e especialista em relações institucionais. Observador atento da política local e nacional, com experiência e participação política.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here