
Cooperativas alertam que o material chega “quase todos os dias” e fazem apelo para que a população adote o descarte seguro. A diretora técnica do SLU, Andreia Almeida, reforça que canetas e agulhas devem ser armazenadas em caixas rígidas e entregues em pontos apropriados. “Um simples furo pode causar sofrimento físico e emocional ao trabalhador”, afirma.
Por Redação
O Distrito Federal enfrenta uma crescente preocupação com o descarte irregular de canetas emagrecedoras usadas. Entre 2024 e 2025, 1,3 tonelada dessas unidades — cerca de 36 mil canetas com agulhas — foi parar no lixo reciclável, segundo o SLU. O material deveria ser encaminhado a UBSs ou farmácias, conforme determina a Anvisa.
A prática tem provocado acidentes graves. De janeiro a agosto de 2025, foram 98 ocorrências envolvendo perfurocortantes, número que já corresponde a 77% de todo o ano anterior. Um dos casos mais recentes atingiu a cooperada Geane Francisca Lima, 42 anos, que se feriu ao manusear uma caneta descartada junto aos recicláveis e precisou iniciar tratamento preventivo contra infecções virais.
Cooperativas alertam que o material chega “quase todos os dias” e fazem apelo para que a população adote o descarte seguro. A diretora técnica do SLU, Andreia Almeida, reforça que canetas e agulhas devem ser armazenadas em caixas rígidas e entregues em pontos apropriados. “Um simples furo pode causar sofrimento físico e emocional ao trabalhador”, afirma.
Como descartar corretamente materiais perfurocortantes
- Canetas e agulhas: acondicionar em caixas rígidas ou de papelão bem fechadas; entregar em UBSs ou farmácias.
- Vidros quebrados: envolver em jornal ou colocar em caixas.
- Espetos, garfos e tampas cortantes: colocar em garrafas PET bem fechadas.
- Algodão e gazes com sangue: descartar em sacos plásticos separados.
- Medicamentos vencidos: entregar em unidades básicas de saúde.
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Da Redação do Agenda Capital




