
O intervalo médio entre o fechamento do diagnóstico, a liberação de medicamentos e o início da terapia é de 15 dias.
Por Elza Neves
O Fevereiro Laranja, mês dedicado à conscientização sobre a leucemia, destaca a importância do diagnóstico precoce e da estrutura oferecida pela rede pública de saúde do DF. Em 2025, o Hospital de Base (HBDF), gerido pelo IgesDF, diagnosticou 89 casos agudos e mantém o acompanhamento de 610 pacientes com a forma crônica da doença, consolidando-se como referência no tratamento hematológico.
A jornada do paciente: do sintoma à cura
Para muitos, o diagnóstico surge após sinais que podem ser confundidos com mal-estares comuns. O consultor Alysson Borges, de 30 anos, enfrentou tosse persistente, febre alta e cansaço extremo antes de buscar ajuda.
“Quando recebi o diagnóstico, eu pensei: quero ficar curado. Vou enfrentar de cabeça erguida”, relembra Alysson, que hoje está em remissão e ressalta a qualidade do atendimento recebido pelo SUS.
O fluxo de atendimento começa na Unidade Básica de Saúde (UBS). Ao identificar sintomas suspeitos, a UBS encaminha o paciente ao Serviço de Hematologia do Hospital de Base, onde o processo é desenhado para ser célere.
Agilidade que salva vidas
De acordo com Larissa Dias, gerente de operações do Centro de Infusão do HBDF, a triagem atual não possui fila de espera. O intervalo médio entre o fechamento do diagnóstico, a liberação de medicamentos e o início da terapia é de apenas 15 dias.
Principais sintomas de alerta:
- Fadiga constante e palidez;
- Infecções frequentes e febre recorrente;
- Manchas roxas sem causa aparente e sangramentos espontâneos;
- Dor nos ossos e falta de ar.
Tecnologia e humanização no tratamento
O tratamento no Hospital de Base vai além da quimioterapia convencional. A unidade oferece:
- Medicamentos modernos: Fármacos de última geração com menos efeitos colaterais.
- Equipe multidisciplinar: Apoio especializado para lidar com o impacto físico e emocional da doença.
- Transplante de medula: Encaminhamento para procedimentos de transplante quando há indicação clínica.
A chefe do Serviço de Hematologia, Laura Ferraz, reforça que, nas leucemias agudas, os sinais evoluem em poucos dias, exigindo intervenção imediata. Já nas crônicas, a evolução é lenta, mas o acompanhamento regular é igualmente vital para o sucesso terapêutico.
Como ajudar?
Além de buscar atendimento ao notar sintomas, a população pode contribuir com a campanha Fevereiro Laranja realizando o cadastro como doador de medula óssea. Esse gesto amplia as chances de cura para pacientes que não encontram doadores compatíveis na família.
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Da Redação do Agenda Capital




