Por Dr. Cid Carvalhaes*
O ano avança: já se passaram 122 dias, restam 243. Um terço já foi percorrido. Há uma sensação de que os dias passam mais rápido, embora continuem com as mesmas 24 horas de sempre.
O aumento considerável da população mundial gera inúmeros acontecimentos. A velocidade vertiginosa das comunicações dificulta acompanhar tudo o tempo todo e, assim, cria uma falsa sensação de aceleração do tempo.
Pessoas nascem e morrem. Incautos e inconsequentes provocam guerras genocidas. Doentes buscam tratamento. Derrotas e conquistas ocorrem naturalmente. Senadores da República agridem, de forma covarde, profissionais da saúde.
Cuidamos de nós mesmos — repouso, higiene, alimentação, atividades físicas, trabalho e lazer, quando possível — além dos afetos, carinhos e amores, nas exatas dimensões do cotidiano.
Confrontos e conflitos, movidos por vaidade, intolerância, egoísmo e agressividade, permeiam o dia a dia, provocando múltiplas insatisfações e, novamente, a falsa sensação de que tudo passa rápido demais.
Enormes esforços são feitos para alcançar o “mal viver” — e isso, paradoxalmente, é obtido com facilidade. Já viver com segurança, tranquilidade, respeito ao semelhante e cumprir bem as próprias obrigações é salutar, atraente e até mais econômico.
Vamos viver bem.
*Dr. Cid Célio Jayme Carvalhaes – Médico neurocirurgião, advogado e escritor. Foi Presidente da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, Presidente do Conselho Deliberativo da SBN, Presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo e Presidente da Federação Nacional dos Médicos. Especialista no Direito Médico e da Saúde e Coordenador do Curso de Pós-Graduação em Direito da Escola Paulista de Direito. É Colunista do Agenda Capital.




