A declaração do deputado foi feita esta semana durante sessão ordinária na CLDF para votação de recursos para área de saúde.
Por Redação
A semana foi de intensa movimentação na Câmara Legislativa do DF – CLDF, para votação que altera o orçamento enviado pelo Poder Executivo. No total, os créditos somam aproximadamente R$ 367 milhões e se destinam a programas sociais, obras e ao pagamento de empresas terceirizadas que prestam serviços ao GDF.
Dentre os projetos que foram aprovados está o PL nº 2.343/2021 que abre crédito suplementar à Lei Orçamentária Anual do Distrito Federal no valor de R$ 82,262 milhões. Destes, R$ 66,5 mi serão usados para aquisição de medicação e manutenção do sistema de saúde.
De acordo com o deputado Jorge Vianna (Podemos), nós sempre votamos a favor de crédito suplementar para pagamento das empresas terceirizadas que prestam serviços a Secretaria de Saúde. Porém, a prestação de serviços de algumas empresas, são de péssima qualidade.
“Quando essas empresas se comprometem a prestar um serviço para a Secretaria de Saúde e para os usuários do Sistema Público de Saúde, ela tem que dar o melhor. E não um pedaço de papel “Fake”. Então, quando a gente faz aqui nossos créditos, a gente muda sempre que podemos, para as empresas terem seus recebimentos e dividendos em dias. Mas eu quero pelo menos um pouco de responsabilidade dessas empresas. Afinal de contas, aquilo que está sendo proposto, não é o que foi acordado. Então peço a Secretaria de Saúde que faça uma avaliação nesses materiais. Além disso, nós temos uma quantidade de pessoas insuficiente para fazer esses serviços”, pontuou o distrital.
Segundo Vianna, são diversas denúncias referentes aos materiais fornecidos e ao número insuficiente de pessoas para realizarem os serviços. O deputado solicita a Secretaria de Saúde que os contratos com essas empresas sejam fiscalizados.
O Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do DF – Sindate-DF, também confirmou a situação nas unidades de saúde. “Falta insumos básicos para assistência ao paciente, como álcool, papel toalha e papel higiênico”, diz a diretora do sindicato Josy Jacob.
Para Newton Batista, diretor do Sindate, esta situação se estende em várias unidades de saúde do DF, tanto para o profissional como para o paciente. “O profissional tem que secar suas mãos no Jaleco, o que é proibido pela Anvisa” ressalta Newton.
O que diz a Secretaria de Saúde
A SES-DF afirma que a distribuição dos materiais de limpeza está sendo feita normalmente. O que pode ter ocorrido é um caso pontual.
Da Redação do Agenda Capital





