Sob comando de Carlo Ancelotti, Seleção Brasileira estreia na Copa e reacende esperança do Hexa para 215 milhões de brasileiros
Por Delmo Menezes
A espera acabou. Milhões de brasileiros estarão diante da televisão neste sábado (13), a partir das 19h (horário de Brasília), para acompanhar a estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. O primeiro desafio da equipe comandada pelo técnico Carlo Ancelotti será diante do Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
O confronto marca o início da caminhada do Brasil em busca de um objetivo que mobiliza uma nação inteira: conquistar o tão sonhado hexacampeonato mundial e encerrar um jejum que já dura desde 2002, quando a seleção levantou a taça pela última vez na Copa disputada na Coreia do Sul e no Japão.
A expectativa é enorme não apenas pelo peso da estreia, mas também por representar o primeiro jogo de Carlo Ancelotti em uma Copa do Mundo à frente da Seleção Brasileira. Considerado um dos maiores treinadores da história do futebol, o italiano chega ao torneio cercado de expectativas e com a missão de devolver ao Brasil o protagonismo mundial.

Escalação encaminhada
Após os últimos treinamentos realizados em Nova Jersey, Ancelotti definiu praticamente a equipe que iniciará a partida diante dos marroquinos.
A provável escalação brasileira tem:
Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Raphinha, Matheus Cunha e Vini Jr.
A principal novidade é a presença de Danilo na lateral-direita. O jogador ganhou espaço após a lesão de Éder Militão e o corte de Wesley, tornando-se uma peça importante nos planos do treinador para a estreia.

Marquinhos será o capitão
Para liderar a equipe dentro de campo, Carlo Ancelotti escolheu o zagueiro Marquinhos para usar a braçadeira de capitão.
A decisão reforça a liderança exercida pelo defensor do Paris Saint-Germain nos últimos anos. Aos 32 anos, ele chega ao Mundial como uma das referências técnicas e emocionais do elenco brasileiro.
Ao lado de Gabriel Magalhães, Marquinhos terá a responsabilidade de comandar o sistema defensivo contra um adversário conhecido pela velocidade e organização tática.
O estilo Ancelotti
Desde que assumiu o comando da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti deixou claro que não seria um treinador preso a esquemas táticos fixos.
O italiano prometeu adaptar a equipe de acordo com os jogadores disponíveis, os adversários e as circunstâncias de cada partida. E cumpriu a promessa.
Em 12 jogos no comando da Seleção, Ancelotti não repetiu uma única escalação. Contra o Marrocos, mais uma formação inédita será colocada em campo.
A estratégia demonstra a capacidade de adaptação do treinador, mas também evidencia a busca constante pelo melhor equilíbrio entre defesa, meio-campo e ataque.
Os intocáveis da Seleção
Apesar das constantes mudanças, alguns jogadores se consolidaram como pilares da equipe.
O principal deles é Casemiro. O volante foi titular em praticamente todas as partidas sob o comando de Ancelotti, ficando de fora apenas do confronto contra a Bolívia, nas Eliminatórias, devido às circunstâncias da altitude.
Outro nome de absoluta confiança é Bruno Guimarães, que só não esteve presente em duas partidas por lesão.
No setor ofensivo, Matheus Cunha e Vini Jr. também figuram entre os atletas mais utilizados pelo treinador italiano, participando de 10 dos 12 compromissos da equipe.
A confiança nesses jogadores mostra qual deverá ser a espinha dorsal brasileira ao longo da competição.
Marrocos exige respeito
Se existe algo que a Seleção Brasileira aprendeu nos últimos anos é que não há adversário fácil em Copa do Mundo.
O Marrocos chega ao torneio cercado de respeito após a campanha histórica realizada na Copa de 2022, quando se tornou a primeira seleção africana a alcançar uma semifinal de Mundial.
A equipe africana combina intensidade física, organização defensiva e jogadores experientes atuando nos principais campeonatos europeus.
Mesmo sendo considerada favorita, a Seleção Brasileira sabe que precisará apresentar concentração máxima para evitar surpresas logo na estreia.
Brasil vale quase o dobro
Dentro de campo o futebol não se decide apenas pelo valor dos elencos, mas os números demonstram a força da Seleção Brasileira.
Levantamento da plataforma TransferRoom aponta que o elenco brasileiro está avaliado em aproximadamente 928,7 milhões de euros, o equivalente a cerca de R$ 5,94 bilhões.
Já a seleção marroquina possui valor estimado em 498,3 milhões de euros, cerca de R$ 3,18 bilhões.
A diferença supera 430 milhões de euros, algo em torno de R$ 2,75 bilhões.
Ainda assim, Marrocos possui uma das seleções mais valiosas fora do eixo tradicional formado por Europa e América do Sul, o que reforça o equilíbrio crescente do futebol mundial.
A esperança de uma nação
A estreia deste sábado representa mais do que os primeiros 90 minutos de uma Copa do Mundo. É o início de uma jornada que mobiliza milhões de brasileiros, une famílias diante da televisão e reacende a esperança de voltar ao topo do futebol mundial.
Depois de campanhas frustrantes nos últimos Mundiais, a torcida deposita confiança em uma geração talentosa liderada por nomes como Vini Jr., Raphinha, Bruno Guimarães, Casemiro e Marquinhos, agora sob a direção de um treinador multicampeão.
Em Nova Jersey, o Brasil dará o primeiro passo rumo ao sonho do Hexa. E, como em toda Copa do Mundo, a esperança veste verde e amarelo. Neste sábado, a bola rola e a história começa a ser escrita.
A partida da Seleção Brasileira contra o Marrocos, válida pela Copa do Mundo 2026, será transmitida na TV aberta pela Globo e SBT, na TV fechada pelo SporTV e NSports, e via streaming/internet pela CazéTV (YouTube), Globoplay e GE TV.
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Da Redação do Agenda Capital





