Trump confirmou bombardeios no país e apreensão de ditador venezuelano; ainda não há informações sobre a quantidade mortos e feridos
Por Redação
Os Estados Unidos atacaram a Venezuela na manhã deste sábado, 3, com bomberdeios em Caracas e a prisão do ditador Nicolás Maduro. Ainda não há informações sobre a quantidade mortos e feridos.
O presidente americano, Donald Trump, confirmou a ação militar e afirmou que mais detalhes serão apresentados em uma coletiva de imprensa às 13h (horário de Brasília), em Mar-a-Lago, na Flórida.
Em meio ao ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela e à captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, o ex-embaixador do Brasil em Washington, Rubens Barbosa, disse ao Estadão que “não faz sentido” o líder sul-americano ser julgado em solo americano e que o presidente Donald Trump, “deve ter oferecido uma saída digna” à Maduro.
Barbosa ainda espera os desdobramentos da intervenção e os posicionamentos de Trump e da Venezuela para avaliar o cenário, mas declarou que, caso se confirme o fato de uma conversa entre o presidente americano e Maduro um dia antes da intervenção, como noticiaram alguns sites de notícias, os EUA devem ter oferecido uma alternativa à Maduro. “Se esse telefonema ocorreu de fato, faz sentido a saída de Maduro sem resistência”, disse ele.
Barbosa opinou que “não cabe julgamento de Maduro nos Estados Unidos” e analisou que o que Trump fez foi aplicar os princípios da Doutrina Monroe, diretriz de política externa americana do século 19 que buscava defender a soberania das Américas perante as potências europeias, mas que, ao longo do século 20, foi usada para que o governo americano buscasse hegemonia sobre a região e justificasse intervenções em países latino-americanos.
Venezuela fecha fronteira com o Brasil; clima na região é de tensão
A escalada do conflito entre os Estados Unidos e a Venezuela teve reflexos imediatos em Roraima. A fronteira entre os dois países amanheceu fechada neste sábado, 3, poucas horas após o presidente americano Donald Trump anunciar a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro durante uma operação militar de grande escala.
Moradores de Pacaraima relataram o bloqueio na passagem internacional. Imagens mostram cones posicionados próximo à alfândega de Santa Elena de Uairén, no lado venezuelano. O clima na região era de forte tensão.
A crise é acompanhada com atenção especial em Roraima, que historicamente sofre impactos diretos de instabilidades na Venezuela, sobretudo no fluxo migratório e na pressão sobre serviços públicos. O governador de Roraima Antonio Denarium (Progressistas) informou que mantém contato permanente com órgãos federais para monitorar a situação e prevenir reflexos mais graves na fronteira.
Em nota oficial, o Executivo roraimense destacou que a prioridade é garantir a ordem pública, a segurança da população e a continuidade dos serviços essenciais, reforçando que os órgãos de segurança seguem em prontidão, mas com atuação dentro da normalidade.
Lula convoca reunião de emergência
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai se manifestar por meio de nota do governo federal sobre a prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro. Mas antes está recebendo um panorama amplo que envolve análise da diplomacia, de militares e da área política internacional do próprio Palácio do Planalto.
Desde as 5h da manhã estão ocorrendo reuniões. E foi convocada uma reunião de emergência, que será às 10h, segundo fontes palacianas.
Aguarde mais informações.
Da Redação com Estadão





