Alunos da Fábrica Social poderão usar estrutura à noite e aos sábados para empreender
Por Redação
Medida permitirá que 742 alunos utilizem máquinas, equipamentos e orientação técnica para produzir e atender clientes fora do horário regular das aulas
A Fábrica Social dará mais um passo na promoção da qualificação profissional e da geração de renda no Distrito Federal. As unidades localizadas na Cidade do Automóvel e no Sol Nascente passarão a funcionar também no período noturno e aos sábados, permitindo que os 742 alunos matriculados nos cursos de corte e costura industrial e beleza utilizem a estrutura para desenvolver atividades empreendedoras.
Com a mudança, os espaços ficarão disponíveis de segunda a sexta-feira, das 18h às 21h, e aos sábados, das 8h às 11h. A iniciativa tem como objetivo ampliar o aproveitamento da infraestrutura pública e criar oportunidades para que os participantes transformem o aprendizado em fonte de renda ainda durante o período de capacitação.
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, destacou o impacto social da medida e o fortalecimento dos vínculos comunitários proporcionados pela abertura das unidades em horários ampliados.
“A Fábrica Social aberta aos sábados para a comunidade é muito bom. Movimenta, dá uma sensação de comunidade, de integração, e pode funcionar como esse comércio coletivo, cooperativo”, afirmou.
Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda do DF, Thales Mendes, a proposta vai além da qualificação profissional e busca criar um ambiente favorável ao empreendedorismo.
“Aos sábados e todos os dias à noite, nós vamos fazer da Fábrica Social um curso empresarial, em que os alunos possam utilizar toda a estrutura para fazer renda”, explicou.
Estrutura para produção e atendimento ao público
A nova dinâmica permitirá que os alunos dos cursos de corte e costura utilizem as máquinas industriais da Fábrica Social para confeccionar peças próprias, enquanto as participantes do curso de maquiagem poderão atender clientes dentro da estrutura do programa.
“A turma de corte e costura, se quiser costurar por conta própria, vai ter todos os equipamentos da fábrica à disposição para usar da melhor forma, ainda com a ajuda dos instrutores. E as alunas da maquiagem vão poder levar os seus clientes para ocupar uma estrutura que é da comunidade”, destacou Thales Mendes.
Além do acesso aos equipamentos, os participantes continuarão contando com acompanhamento técnico dos instrutores, garantindo suporte durante o desenvolvimento de seus serviços e produtos.
Microcrédito para fortalecer novos negócios
Outra frente da iniciativa envolve a ampliação do acesso ao crédito para os futuros empreendedores. A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF) pretende conectar os alunos a linhas de microcrédito destinadas à compra de ferramentas, máquinas e equipamentos.
De acordo com o secretário, os financiamentos poderão começar em R$ 1 mil, com prazo de pagamento de até 36 meses e carência de até seis meses, dependendo das características de cada empreendimento.
“Esse é um programa de financiamento das primeiras ferramentas ou de novos equipamentos para empresas que já existem. A secretaria vai buscar não só formar, mas também dar instrumentos para que as pessoas possam empreender”, ressaltou.
Incentivo à formação de cooperativas
A Sedet-DF também pretende apoiar iniciativas coletivas entre os alunos. A proposta inclui orientação para a criação de cooperativas e pequenos negócios, oferecendo suporte na regularização documental, elaboração de planos de negócios e definição de preços de produtos e serviços.
“Converse com a sua colega, monte uma cooperativa. A gente ajuda na parte documental para que vocês possam se estruturar. Vamos fazer um plano de negócio, estabelecer quanto custa aquele produto ou serviço, para que de fato a gente tenha uma fábrica de empreendedores”, afirmou Thales Mendes.
Formação e oportunidades
A Fábrica Social é um dos principais programas de qualificação profissional do Distrito Federal, oferecendo cursos gratuitos em áreas com alta demanda de mercado, como corte e costura industrial e beleza. Com a ampliação do funcionamento das unidades, o programa passa a atuar também como um espaço de incubação de pequenos negócios, permitindo que os alunos testem serviços, produzam, conquistem clientes e iniciem suas atividades profissionais com acompanhamento especializado.
A expectativa do Governo do Distrito Federal é que a iniciativa fortaleça o empreendedorismo local, gere novas oportunidades de trabalho e contribua para a autonomia financeira dos participantes.
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Da Redação do Agenda Capital





