A Secretaria de Saúde contratou 5,4 mil horas de plantões de anestesistas; HRL foi o primeiro hospital beneficiado. Foto: Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF

Hospital da Região Leste no Paranoá é o primeiro a receber anestesistas do OperaDF e já amplia procedimentos

Por Redação

O Governo do Distrito Federal começou a reduzir a fila de cirurgias na rede pública com a chegada dos primeiros anestesistas contratados pelo programa OperaDF. O Hospital da Região Leste (HRL), no Paranoá, foi a primeira unidade a receber o reforço, marcando o início de uma estratégia voltada a ampliar a capacidade cirúrgica e diminuir o tempo de espera dos pacientes.

Com o novo quadro, o HRL passou a contar com mais profissionais no centro cirúrgico. Apenas na primeira semana, foram dez turnos extras de procedimentos, resultado direto da divisão de responsabilidades: enquanto os anestesistas servidores da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) se dedicavam aos casos de urgência, os contratados assumiam as cirurgias eletivas.

“A expectativa é atender com mais agilidade as cirurgias ortopédicas e de coluna já autorizadas”, afirma a diretora do HRL, Alessandra Hilbert.

Alívio para quem espera

A ampliação já trouxe impacto imediato. A auxiliar de serviços Natália Ferreira, 39 anos, aguardava uma cirurgia no braço que havia sido desmarcada por falta de anestesistas. Com o reforço, o procedimento foi finalmente realizado. “É muito ruim ficar internada em um hospital. Agora vou para casa, é uma grande alegria”, comemorou.

Procedimentos complexos exigem mais estrutura

Referência em ortopedia, o Hospital da Região Leste lida diariamente com cirurgias de alta complexidade, especialmente as de coluna, que podem durar até dez horas. Hilbert lembra que, enquanto muitos hospitais conseguem realizar de duas a três cirurgias por turno, o HRL depende de mais tempo por causa da natureza dos procedimentos.

A unidade conta com infraestrutura de ponta, incluindo microscópios, carrinhos de anestesia e equipamentos de radioscopia. “Temos tudo o que há de melhor no centro cirúrgico para receber esses pacientes”, garante a diretora.

Com a ampliação da oferta de anestesistas, o hospital também espera liberar leitos ocupados por pacientes que aguardam cirurgia. “Hoje, para casos não urgentes, estamos atendendo com três a quatro dias de espera, principalmente por conta dos exames preparatórios”, afirma Hilbert.

Desafio nacional da anestesia

A contratação de anestesistas tem se tornado um desafio em todo o país — e na rede pública do DF não é diferente. O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, reforça que a especialidade é de difícil provimento.

“Anestesia é uma área em que há pouca oferta de profissionais. Fazemos concursos, mas faltam interessados. Com a contratação de profissionais da rede complementar, queremos preencher parte dessa lacuna e melhorar o atendimento à população”, explica.

Expansão para outras unidades

No total, o OperaDF oferece 5,4 mil horas de plantões de anestesistas para reforçar a rede pública do DF. Além do HRL, também serão contemplados:

  • Hospital Regional da Asa Norte (Hran)
  • Hospital Regional de Ceilândia (HRC)
  • Hospital Regional de Planaltina (HRPl)
  • Hospital Regional de Taguatinga (HRT)
  • Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib)

A expectativa da Secretaria de Saúde é que, com a expansão, o tempo de espera para cirurgias eletivas em toda a rede seja gradualmente reduzido, beneficiando milhares de pacientes.

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Da Redação do Agenda Capital

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