Categoria e empresas chegaram a um entendimento na noite de domingo; benefícios alimentares terão aumento de 10%
Por Redação
A greve dos rodoviários do Distrito Federal, prevista para começar nesta segunda-feira (28/9), foi suspensa na noite de domingo (27). O acordo entre os trabalhadores e as concessionárias foi fechado horas antes do início previsto da paralisação.
Pelo entendimento, os rodoviários terão reajuste salarial de 8%, enquanto os benefícios alimentares — ticket e cesta básica — terão aumento de 10%.
A negociação ocorreu em reunião com a participação da Secretaria de Mobilidade do Distrito Federal (Semob), representantes das empresas concessionárias e do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Terrestres do DF.
Após o acordo, o diretor do sindicato, João Dão, comunicou a suspensão da paralisação e orientou os trabalhadores a retomarem as atividades normalmente.
“Em nome da diretoria, venho comunicar que através de uma reunião realizada com a secretária da Semob e representantes chegamos a um acordo de 8% de reajuste no salário, 10% no ticket e 10% na cesta. Deveremos comparecer na madrugada retornando seu trabalho nos devidos horários”, afirmou.
Empresas haviam criticado paralisação
Antes do acordo, as concessionárias do transporte público coletivo do DF divulgaram uma manifestação contrária à greve e destacaram os impactos que uma paralisação poderia provocar na população.
Segundo as empresas, milhares de trabalhadores, estudantes, pacientes e idosos dependem diariamente do transporte coletivo para chegar ao trabalho, escolas, hospitais e serviços públicos.
As concessionárias argumentaram que uma eventual paralisação atingiria principalmente os usuários que não possuem alternativas de deslocamento.
GDF classificou movimento como político
Durante o domingo, o Governo do Distrito Federal também se manifestou sobre a possibilidade de greve e acionou o Tribunal Regional do Trabalho (TRT).
Em comunicado, o GDF afirmou reconhecer o direito dos trabalhadores de reivindicar melhorias salariais e condições de trabalho. Ao mesmo tempo, classificou o movimento como “político-eleitoreiro” e fez críticas à atuação sindical.
O governo alegou que o sindicato é filiado à CUT e que seu presidente apoiaria publicamente um adversário eleitoral. Essa interpretação, porém, foi apresentada pelo próprio GDF no contexto da disputa política, não como conclusão independente sobre a motivação da categoria.
Celina Leão comemora suspensão
A governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), comemorou o acordo e a suspensão da greve.
Em declaração divulgada na noite de domingo, Celina afirmou que o entendimento entre empresas e sindicato representa uma “excelente notícia” para a população do DF.
Segundo a governadora, a negociação contou com a intermediação da Secretaria de Transporte e Mobilidade, da Procuradoria-Geral do DF e a atuação do TRT-DF.
Com o acordo, os ônibus devem circular normalmente nesta segunda-feira (28), evitando a paralisação que poderia afetar milhares de passageiros em diferentes regiões do Distrito Federal.
O reajuste de 8% nos salários e de 10% nos benefícios encerra, por enquanto, a mobilização dos rodoviários e evita uma paralisação que ameaçava comprometer o funcionamento do transporte público justamente no início da semana.
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Da Redação do Agenda Capital




