Hospitais e UPAs do DF administrados pelo IgesDF ganham reforço na segurança com integração de videomonitoramento
Por Redação
O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do DF começam a contar com um importante reforço na segurança a partir desta terça-feira (3). As unidades administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) passam a integrar seu sistema de videomonitoramento à estrutura da Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF).
A iniciativa conecta as centrais de monitoramento do IgesDF à da Segurança Pública, permitindo um acompanhamento conjunto e em tempo real das áreas internas e externas das unidades de saúde. O objetivo é ampliar a atuação preventiva, reduzir o tempo de resposta em situações de risco e facilitar o acionamento das forças de segurança sempre que necessário.
De acordo com o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, a integração representa um avanço significativo na proteção de pacientes, acompanhantes e profissionais da saúde.
“A integração dos sistemas permite resposta mais rápida, atuação preventiva e presença mais efetiva do Estado onde as pessoas estão mais vulneráveis, sempre com respeito aos protocolos legais e à privacidade”, afirmou.

Primeira etapa contempla grandes unidades de saúde
Nesta fase inicial, o sistema passa a operar no Hospital de Base, no Hospital Regional de Santa Maria e nas UPAs do Distrito Federal. O compartilhamento das imagens possibilita a identificação de ocorrências dentro das unidades e também em seu entorno, fortalecendo a rede de proteção pública e reduzindo o tempo de deslocamento das equipes policiais.
Para o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, a medida reforça o compromisso com o cuidado integral da população. “Segurança também é cuidado. Essa integração representa mais proteção para nossas equipes e para quem busca atendimento. Estamos falando de ambientes que funcionam 24 horas por dia, com grande fluxo de pessoas, e que precisam de respostas rápidas diante de qualquer situação de risco”, destacou.
Tecnologia inteligente e respeito à privacidade
O sistema de videomonitoramento utiliza recursos de análise inteligente de vídeo, capazes de identificar movimentações atípicas, invasões de perímetro, aglomerações fora do padrão e objetos abandonados. As câmeras estão posicionadas em áreas externas estratégicas e em espaços internos de circulação comum, sempre com foco preventivo.
Segundo o superintendente de Operações do IgesDF, Sávio Cavallari, todo o projeto foi planejado para garantir eficiência sem comprometer a assistência ou a privacidade dos usuários. “Integramos tecnologia e Segurança Pública para proteger quem cuida e quem é cuidado. A resposta fica mais rápida e a privacidade é totalmente preservada. Não há custo adicional e todo o processo foi desenhado para não interferir na assistência”, enfatizou.
Todo o funcionamento do sistema segue rigorosamente a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Os perfis de acesso às imagens e os protocolos de resposta são definidos em ato conjunto entre o IgesDF e a SSP-DF, respeitando as responsabilidades institucionais e as legislações vigentes.
Resposta integrada e atuação imediata
O coordenador de Infraestrutura de Tecnologia da Informação da SSP-DF, Hélio de Farias, explica que a integração garante acesso imediato às imagens em caso de ocorrência. “Os policiais terão acesso imediato tanto durante operações quanto nas atividades diárias. Sendo aberta a ocorrência, é deslocada uma viatura até o local e, havendo indício de crime ou outra situação que exija intervenção, o procedimento segue conforme as normas da Segurança Pública”, explicou.
Já o gerente de Operações de Segurança do IgesDF, Lucas Lustosa, informou que a estrutura de monitoramento do Instituto já está em funcionamento desde novembro.
“O contrato de vigilância eletrônica prevê mão de obra qualificada, o que permitiu a operação imediata por profissionais treinados. O monitoramento está ativo desde 22 de novembro nas nossas unidades, e a fase atual envolve apenas ajustes finos de angulação e posicionamento das câmeras”, detalhou.
Para ele, a cooperação com a Secretaria de Segurança Pública eleva o padrão de proteção nas unidades de saúde do DF. “É um sistema que reforça a segurança de pacientes, colaboradores e usuários, sem alterar a rotina assistencial ou expor a intimidade de quem busca atendimento”, concluiu.
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Da Redação do Agenda Capital







