Uma faixa colocada estrategicamente na frente de um posto de combustível da rede Jarjour, (206 norte), chamava atenção de quem por ali passava. Na faixa, está escrito: “Nossa luta continua!!! Eles com mais de 100 postos, continuam nos querendo fora do mercado. Baixam os preços nos postos vizinhos e mantém altos nos demais”.

A faixa fazia alusão ao outro posto de combustível da rede Cascol, considerada a maior no Distrito Federal, com mais de 100 postos, que lançou a promoção de vender o litro da gasolina a R$ 3,32, para concorrer com o posto da Jarjour, nas proximidades.
Entenda o caso
O alto preço dos combustíveis praticados nos postos do Distrito Federal, sempre foi motivo de reclamação constante por parte dos motoristas, chegando a ser um dos mais altos do país. O Ministério Público do Distrito Federal entrou no caso com uma ação para pedir o tabelamento da margem de lucros dos empresários do setor.
O grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPDFT, a Polícia Federal e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), realizaram uma operação em novembro do ano passado, para desarticular um cartel de combustíveis no Distrito Federal e no Entorno. Proprietários e funcionários das principais redes como Cascol, BR Distribuidora, Ipiranga e Gasolline foram detidos. Segundo as investigações, o valor da gasolina era elevado em 20% para os consumidores.
Após intervenção do CADE na rede Cascol, os preços dos combustíveis aos poucos foram caindo no DF, porém os valores ainda não alcançaram o decréscimo esperado de 20%, porcentagem que os cartéis supostamente ganhavam a mais nas vendas.
Da Redação do Agenda Capital





