Candidado ao GDF Ibaneis Rocha. Foto: John Stan

O candidato do MDB disse que vai gastar R$ 5,6 milhões na campanha ao Palácio do Buriti.

Por Redação

Em sabatina promovido pelo portal Metrópoles nesta segunda-feira (20), o candidato do MDB, o advogado e ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil na capital (OAB-DF), Ibaneis Rocha, respondeu a perguntas de sindicatos e jornalistas.

Antes do início do evento, Ibaneis agradeceu a oportunidade de participar da sabatina. “Como 75% da população ainda não se decidiu, será uma chance de apresentar ideias, sobretudo para quem não vem da política”, disse o candidato.

Ibaneis faz parte da coligação Pra Fazer a Diferença. Ele encabeça o grupo e tem como vice o presidente do Avante-DF, Paco Britto. A coalizão também conta com PP, PSL e PPL. Ibaneis é o candidato com o maior patrimônio registrado entre os 11 postulantes ao GDF: R$ 93.720.602,57.

Na sabatina, o emedebista prometeu gastar R$ 5,6 milhões na campanha do próprio bolso. “Já tirei o dinheiro e vou usar do meu patrimônio. Não vou usar fundo partidário”, anunciou.

Ao se apresentar para a plateia e os internautas, Ibaneis se definiu como um “cidadão indignado”. “Com essa indignação que venho entrar nesta campanha”, afirmou. Logo depois, ele respondeu à primeira pergunta, sobre a saúde pública da capital.

Segundo o candidato do MDB, o principal problema “é de gestão”. Ibaneis disse que há uma série de desmandos no setor, e prometeu retomar o modelo de fundação em vez de instituto, como o do Hospital de Base.

“O modelo criado pelo governo não conseguiu ser explicado para ninguém. Ninguém sabe o que é esse Instituto Hospital de Base. Esse modelo serve para mascarar as contas e beneficiar pessoas. É um modelo ineficaz”, afirmou.

No questionamento seguinte, Ibaneis tentou se desvencilhar do presidente Michel Temer (MDB), que tem alto índice de rejeição. “Não sou do MDB, estou filiado ao MDB. Não tenho compromisso com os erros do passado”, disse.

Ainda de acordo com o candidato, partido político não comete crimes. “Quem os comete são as pessoas. Não se pode apontar para uma pessoa que acabou de se filiar e imputar a ela a responsabilidade desses erros. Os erros estão aí para serem apurados.”

Reajuste e segurança
Logo após as explicações, Ibaneis foi questionado sobre a situação dos servidores. Para ele, a última parcela do reajuste, que deveria ter sido paga em 2015, deve ser prioridade.

Vamos tratar a questão do reajuste do funcionalismo a partir da transição. Conversarei com as categorias, criarei uma câmara permanente para debater esse assunto. Precisamos devolver à sociedade o direito de ter serviços públicos de qualidade”

Ibaneis Rocha também falou sobre segurança pública e destacou que, para acabar com o sucateamento das polícias Civil e Militar é preciso mudar a política.

“Crime em Brasília agora tem hora marcada. Vamos reforçar os quadros das polícias. Temos de ter uma situação de trato emergencial, recompor as carreiras, reabrir as delegacias de forma imediata e criar um instrumento de segurança pública que a população sinta a presença da polícia”, afirmou.

Atualmente, ressaltou o postulante ao Executivo local, a comunidade se ressente com unidades policiais fechadas. “Sem delegacia aberta, a população não tem onde registrar as ocorrências. Por isso o governador [Rollemberg] fala a todo momento que está reduzindo os crimes”, afirmou Ibaneis, ao prometer que reabrirá todas as DPs.

O emedebista aproveitou o tema para alfinetar o governador Rodrigo Rollemberg (PSB): “Acompanho o problema da segurança há oito anos. O grande problema é que, nas últimas eleições, o DF elegeu o menos pior. Desta vez, Brasília não vai perder por W.O. Teremos uma eleição de verdade”.

Precatórios
Outro tema abordado por Ibaneis Rocha foi o pagamento de pracatórios – dívidas do Estado com o cidadão. Hoje, muitos credores passam anos à espera de o GDF quitar os débitos.

“Palavras mágicas nunca aconteceram na minha vida. Está na Constituição que precatório tem de ser pago até 2020. Vamos ter de sentar junto ao BRB [Banco de Brasília] e criar um grande fundo de investimento. Tem muitos investidores que querem a compra desses precatórios, basta que o governo queira”, comentou.

Educação
Na sequência, o candidato do MDB ao Buriti foi questionado sobre problemas na educação do Distrito Federal. Ibaneis se comprometeu a reformar as 671 escolas públicas e disse que entende muito de construção civil. “Conheço o orçamento, sei o que dá para fazer. Reformarei todas em um ano.”

Parte dos recursos viria de uma promessa feita na sabatina: conforme prometeu Ibaneis, tudo que o seu escritório de advocacia receber com honorários decorrentes de ações como as que cobram o pagamento da terceira parcela do reajuste dos servidores será usado na reforma de escolas públicas.

“Com meus sócios, já foi deliberado que os honorários das ações dos servidores serão revertidas para a reforma das escolas”, disse.

O postulante ao GDF ainda comentou as metas do Plano Distrital de Educação e salientou a necessidade de investir em duas frentes: a valorização do professor e o ensino integral. “Temos de reconhecer que o professor precisa de uma carga horária menor, com formação específica para atender as crianças.”

Ibaneis ressaltou que seu plano de governo tem sido construído junto às categorias. “O sistema que conheço de ensino é o que dá certo para o meu filho. Quero que a cidade tenha a educação que dou para o meu filho”, afirmou.

BRB, renda e Agefis
Ibaneis Rocha também respondeu a perguntas sobre a economia da capital federal. Na avaliação do candidato, “Brasília tem que voltar a gerar emprego, renda e impostos. Não podemos depender apenas do Fundo Constitucional para pagar segurança pública”.

Em terra arrasada, qualquer candidato que chegar aqui vai fazer melhor do que o atual governo. Em um governo no qual eu estiver à frente, o servidor será valorizado. O que eu prometer será cumprido”

De acordo com o candidato, não há a possibilidade de ele privatizar o Banco de Brasília, pois um banco privado não investiria em áreas como o agronegócio devido a características do Distrito Federal. “O BRB não pode ser privatizado. Brasília é uma unidade da Federação que tem peculiaridades diferentes de qualquer outro lugar. O banco será instrumento de renda e criação de emprego”, afirmou.

Ao voltar a falar sobre instituições públicas, Ibaneis criticou a seletividade da Agência de Fiscalização do DF (Agefis) ao promover derrubadas no Distrito Federal. Ele classificou o órgão como um “monstro que está engolindo a cidade e perseguindo as pessoas. Não pode continuar sendo a Agefis do mal”, criticou.

Da Redação com informações do Metrópoles

Delmo Menezes
Gestor público, jornalista, secretário executivo, teólogo e especialista em relações institucionais com experiência em diversos órgãos da administração direta e indireta. Analista político e observador atento da política local e nacional. Editor-Chefe do portal de notícias Agenda Capital.

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