
Para ter acesso à Cesta Verde, é necessário procurar atendimento em um Centro de Referência de Assistência Social (Cras), agendando online ou pelo telefone 156.
Por Redação
O Governo do Distrito Federal (GDF) alcançou uma marca significativa na luta contra a insegurança alimentar, ultrapassando a entrega de meio milhão de Cestas Verdes a famílias em situação de vulnerabilidade. A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), distribui alimentos frescos e nutritivos, como frutas, verduras e legumes, e ainda fomenta a economia local ao adquirir os produtos de cooperativas de agricultores familiares.
Lançado em 2019, o programa Cesta Verde é um complemento ao Cartão Prato Cheio, visando garantir a segurança alimentar e nutricional das famílias beneficiadas. A diretora de Programas Sociais de Segurança Alimentar e Nutricional da Sedes, Rayane Lorrane Lima, destaca a importância da iniciativa. “A Cesta Verde traz o alimento nutritivo e saudável para a mesa dos beneficiários”, explica.
Alívio em momentos de dificuldade
O impacto do programa é sentido diretamente na vida de famílias como a de Stephany Frota. Casada e mãe de três filhos, ela e o marido ficaram desempregados, vivenciando um momento de grande vulnerabilidade. “Ficamos à mercê de ajuda da família para pagar aluguel, água, fazer tudo”, relata.
Buscando apoio no Centro de Referência de Assistência Social (Cras), Stephany encontrou no programa a ajuda necessária para alimentar sua família. “O Cras me atendeu superbem. Conseguiu suprir a minha necessidade. Eu achava que só quem poderia receber esse benefício era quem estivesse em uma situação muito mais vulnerável que a minha, porque a minha é momentânea. O governo conseguiu me ajudar nesse momento de vulnerabilidade que a minha família passa. Eu achava que isso aí [o programa] não funcionava. Só que, quando foi a minha vez de precisar, vi quanto suporte eles dão”, conta.
Em Ceilândia, a aposentada Santília Cândida também se beneficia da Cesta Verde. Com o filho desempregado, a cesta se tornou um auxílio fundamental no orçamento da família. Para ela, o programa faz “muita diferença na nossa vida. É uma feira boa, é muito bom”.
Entenda as modalidades e como receber o benefício
A diretora Rayane Lima explica que existem duas modalidades principais para o recebimento de auxílio alimentar. A primeira é o Cartão Prato Cheio, um cartão pecúlio que fornece R$ 250 mensais. Para ter acesso, é necessário cumprir critérios como: renda familiar per capita de até meio salário mínimo, residir no DF, estar inscrito no sistema da Sedes e estar em situação de insegurança alimentar.
Já a cesta básica, uma modalidade excepcional, é destinada a pessoas que, apesar de terem alguma estabilidade, estão passando por dificuldades momentâneas. “É para esses casos específicos onde a pessoa tem estabilidade, mas recebe a cesta básica porque naquele momento está precisando”, afirma Rayane. A Cesta Verde é um complemento que pode ser recebido por beneficiários de ambas as modalidades.
As cestas, que pesam no mínimo 13kg, são entregues por transportadoras parceiras da Sedes, que confirmam o endereço com as famílias antes do envio.
Para ter acesso à Cesta Verde, é necessário procurar atendimento em um Centro de Referência de Assistência Social (Cras), agendando online ou pelo telefone 156, e participar do programa Cartão Prato Cheio ou receber a cesta básica emergencial.
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Da Redação do Agenda Capital




