Lionel Messi viveu uma tarde de extremos. Errou um pênalti, acertou uma cobrança de falta na trave. No entanto, quando a eliminação parecia inevitável, o camisa 10 voltou a provar por que é considerado um dos maiores jogadores da história do futebol. É um gênio!
Por Delmo Menezes
A genialidade de Lionel Messi voltou a escrever um dos capítulos mais marcantes da história das Copas do Mundo. Quando a Argentina parecia caminhar para uma eliminação traumática diante do Egito, o camisa 10 assumiu o protagonismo e comandou uma virada épica por 3 a 2, nesta terça-feira (7), no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, colocando a atual campeã mundial nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026.
A seleção argentina esteve à beira do abismo. Perdia por 2 a 0 até os 34 minutos do segundo tempo e ainda carregava o peso de um pênalti desperdiçado por Messi na etapa inicial. Mas bastaram pouco mais de dez minutos para o maior jogador de sua geração transformar uma derrota praticamente consumada em uma das maiores reações da história recente do Mundial.
Messi deu a assistência para o gol de Cristian Romero, marcou o gol de empate e participou da jogada que terminou com o cabeceio decisivo de Enzo Fernández, aos 47 minutos do segundo tempo, selando uma classificação que parecia impossível.

Egito surpreende e coloca a favorita contra as cordas
O Egito não se intimidou diante da campeã mundial e construiu uma atuação impecável durante boa parte da partida.
Logo aos 15 minutos, Yasser Ibrahim abriu o placar de cabeça após cobrança de falta ensaiada. A vantagem poderia ter desaparecido poucos minutos depois, quando o árbitro marcou pênalti para a Argentina sobre Tagliafico.
Messi assumiu a responsabilidade, mas parou na excelente defesa do goleiro Shobeir. Foi o segundo pênalti desperdiçado pelo craque argentino nesta Copa, aumentando momentaneamente a tensão entre os atuais campeões.
Mesmo pressionado, o Egito seguiu organizado defensivamente e contou com outra atuação inspirada de Shobeir, que evitou o empate em finalizações de Alexis Mac Allister e Julián Álvarez.
Segundo gol egípcio parecia definir o confronto
Na volta do intervalo, a Argentina monopolizou a posse de bola, mas encontrou enormes dificuldades para romper a retranca africana.
Aos 23 minutos, Salah comandou um rápido contra-ataque e Hassan cruzou na medida para Zico ampliar para 2 a 0.
O estádio de Atlanta silenciou. Restavam pouco mais de vinte minutos para o fim da partida, e a eliminação argentina parecia inevitável.

Messi desperta e muda a história do jogo
Foi então que surgiu o talento de Lionel Messi.
Aos 34 minutos, o camisa 10 encontrou Cristian Romero completamente livre dentro da área. O zagueiro cabeceou firme para diminuir a vantagem egípcia e reacender a esperança argentina.
Quatro minutos depois, Messi apareceu onde os grandes jogadores costumam decidir. Após um bate-rebate dentro da área, o craque finalizou para empatar a partida e marcar seu 21º gol em Copas do Mundo, ampliando sua marca como maior artilheiro da história do torneio.
A igualdade desmontou emocionalmente o Egito.
Já nos acréscimos, Salah errou um passe no meio-campo, Lautaro Martínez recuperou a bola e cruzou com precisão para Enzo Fernández subir livre e cabecear cruzado, decretando a virada histórica aos 47 minutos do segundo tempo.
O apito final foi acompanhado por lágrimas de Messi, abraçado pelos companheiros após protagonizar mais uma atuação inesquecível com a camisa da Argentina.
O gênio que decide quando tudo parece perdido
Messi viveu uma tarde de extremos. Errou um pênalti, acertou uma cobrança de falta na trave, passou boa parte do jogo apagado e viu sua seleção ser dominada pelo Egito.
No entanto, quando a eliminação parecia inevitável, o camisa 10 voltou a provar por que é considerado um dos maiores jogadores da história do futebol.
Sua assistência para Romero mudou o estado emocional da equipe. O gol de empate recolocou a Argentina na partida. E sua liderança inspirou a pressão final que terminou com o gol decisivo de Enzo Fernández.
Foi mais uma demonstração de que a genialidade de Messi costuma aparecer justamente quando o cenário parece irreversível.
Classificação heroica, mas com sinais de alerta
Apesar da classificação, a Argentina deixa Atlanta consciente de que precisará elevar seu nível nas quartas de final.
Pela segunda partida consecutiva no mata-mata, a equipe apresentou dificuldades defensivas e voltou a depender da inspiração de Messi para sobreviver.
O sistema ofensivo ainda mostra excessiva dependência do camisa 10, enquanto a defesa voltou a sofrer diante de um adversário tecnicamente inferior.
Se a genialidade de Messi foi suficiente para superar Cabo Verde e Egito, Scaloni sabe que o desafio será muito maior nas próximas fases.
Próximo adversário
Com a vitória histórica, a Argentina garantiu presença nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026. O adversário será o vencedor do confronto entre Suíça e Colômbia.
Independentemente de quem avance, uma certeza permanece: enquanto Lionel Messi estiver em campo, jamais será prudente decretar o fim da Argentina.
Ficha técnica
Argentina 3 x 2 Egito
Gols: Yasser Ibrahim (15’/1ºT); Zico (23’/2ºT); Cristian Romero (34’/2ºT); Lionel Messi (38’/2ºT); Enzo Fernández (47’/2ºT).
Local: Mercedes-Benz Stadium, Atlanta.
Público: 68.239 torcedores.
Árbitro: François Letexier (França).
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Da Redação do Agenda Capital






