De acordo com o MPDFT, há suspeita de irregularidades na execução de contratos de infraestrutura rodoviária
Por Redação
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagraram, nesta terça-feira (7), a Operação Mão Dupla para investigar suspeitas de irregularidades na execução de contratos milionários de infraestrutura rodoviária firmados pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF). Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão.
As diligências ocorreram em residências de investigados, na sede de uma empresa e em uma unidade do DER-DF. A investigação teve início a partir de um procedimento instaurado pela Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social (Prodep), posteriormente encaminhado à Delegacia de Repressão à Corrupção (DRCor), responsável pelo aprofundamento das apurações.
O foco da investigação recai sobre dois contratos de infraestrutura rodoviária que, juntos, ultrapassam R$ 33 milhões. Segundo os investigadores, há indícios de validação indevida na execução dos serviços contratados, o que pode ter causado prejuízos aos cofres públicos.
Durante as investigações, também foram identificadas movimentações financeiras consideradas atípicas, indícios de evolução patrimonial incompatível com a renda dos investigados e o suposto uso de terceiros e de pessoas jurídicas para ocultar ou movimentar recursos de origem suspeita.
Com base nas evidências reunidas, o Poder Judiciário autorizou a adoção de medidas cautelares para garantir o avanço das investigações e a coleta de novas provas.
De acordo com o MPDFT e a PCDF, os fatos apurados podem configurar, em tese, crimes contra a administração pública, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
O nome da operação, Mão Dupla, faz referência à principal linha investigativa, que aponta para uma possível atuação coordenada entre agentes públicos e particulares na execução das supostas irregularidades.
As investigações tramitam sob sigilo judicial. Por essa razão, o MPDFT e a PCDF não divulgaram os nomes dos investigados nem detalhes sobre os contratos sob análise, ressaltando que as diligências têm como objetivo reunir elementos para esclarecer a extensão dos fatos e identificar todos os eventuais envolvidos.
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Da Redação do Agenda Capital





