
Após um período de suspensão devido à guerra, Belém voltou a celebrar o Natal pela primeira vez desde o início do conflito em Gaza
Por Redação
A polícia israelense prendeu um palestino vestido de Papai Noel durante uma operação realizada em uma festa de Natal na cidade de Haifa, no último domingo. A ação resultou no encerramento do evento, na apreensão de equipamentos de som e na detenção de outras duas pessoas: um DJ e um vendedor ambulante. As informações foram divulgadas por um grupo de monitoramento de direitos humanos que acompanha a situação da população palestina em Israel.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram agentes israelenses empurrando os homens ao chão e colocando algemas, enquanto frequentadores do evento assistiam à cena. Segundo a polícia de Israel, o homem fantasiado de Papai Noel teria resistido à prisão e agredido um policial durante a abordagem.
Já o Centro Mossawa, organização de direitos humanos que atua na defesa dos cidadãos palestinos em Israel, contestou a versão oficial. De acordo com a entidade, houve uso excessivo de força por parte da polícia e a intervenção na casa de shows teria ocorrido sem a devida autorização legal.
As prisões aconteceram em um momento simbólico, enquanto palestinos celebram o Natal tanto em Israel quanto nos territórios ocupados da Cisjordânia e da Faixa de Gaza, em meio a severas restrições impostas pelas forças israelenses à vida cotidiana da população local.
Após um período de suspensão devido à guerra, Belém voltou a celebrar o Natal pela primeira vez desde o início do conflito em Gaza. Bandas marciais percorreram as ruas tocando gaitas de foles, fiéis participaram da missa na Igreja da Natividade e crianças entoaram canções natalinas enquanto a cidade se iluminava com as comemorações.
Na Faixa de Gaza, devastada por meses de confrontos, uma pequena comunidade cristã também celebrou o Natal pela primeira vez desde o início de um frágil cessar-fogo. Árvores de Natal e enfeites coloridos contrastaram com os escombros deixados pelos bombardeios, em um território onde mais de 70 mil pessoas morreram e grande parte da infraestrutura foi destruída.
Mesmo durante o período natalino, os ataques não cessaram. Segundo a agência de notícias palestina WAFA, colonos israelenses arrancaram olivais na cidade de Turmus Ayya, próxima a Ramallah, enquanto soldados realizaram incursões em casas e confiscaram veículos na região de Hebron.
Relatórios recentes indicam um aumento dos ataques contra cristãos. Um documento divulgado em março aponta ao menos 32 ataques a propriedades de igrejas e 45 agressões físicas contra cristãos nos últimos meses.
Em seu primeiro discurso de Natal como pontífice, o Papa Leão XIII fez duras críticas à situação humanitária em Gaza. Ele destacou as condições precárias enfrentadas por centenas de milhares de pessoas que vivem em tendas improvisadas, expostas ao frio e às chuvas intensas. Ao recordar o nascimento de Jesus em um estábulo, o pontífice afirmou que Deus “armou sua frágil tenda” entre os povos do mundo.
“Como, então, não pensar nas tendas em Gaza, expostas durante semanas à chuva, ao vento e ao frio?”, questionou o papa, lamentando o sofrimento de “populações indefesas, provadas por tantas guerras”.
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Da Redação do Agenda Capital




