
As investigações apontam que os grupos utilizavam plataformas digitais para disseminar discursos de ódio, especialmente contra mulheres, além de incentivar práticas extremistas e discutir possíveis ataques contra instituições públicas.
Por Redação
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (4/8), a Operação Rede Interrompida, com o objetivo de desarticular um grupo extremista investigado por disseminar discursos de ódio contra mulheres na internet e planejar ações violentas em Brasília.
Batizada de “rede interrompida”, a ofensiva integra um conjunto de investigações apoiadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), voltadas ao combate à misoginia digital, ao extremismo e aos crimes de ódio praticados em ambientes virtuais.
Ao todo, estão sendo cumpridos oito mandados de busca e apreensão em cinco estados: Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Os alvos da operação têm entre 19 e 31 anos e são investigados por integrar grupos organizados em redes sociais voltados à propagação de conteúdo extremista.
Segundo a investigação, os suspeitos chegaram a discutir a realização de um atentado com explosivos durante os debates do segundo turno das eleições. As conversas também incluíam planos para invasão de prédios públicos, seleção de alvos, recrutamento de integrantes em diferentes estados, formação tática, análise de mapas e compartilhamento de plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de edifícios localizados na área central de Brasília, entre eles o Palácio do Planalto.
Um dos investigados é um seminarista ligado a um mosteiro em Pernambuco. De acordo com a Polícia Civil, ele participava ativamente das discussões sobre a estruturação nacional da organização extremista. Durante a operação, agentes cumpriram mandado de busca no alojamento utilizado pelo suspeito.
As investigações apontam que os grupos utilizavam plataformas digitais para disseminar discursos de ódio, especialmente contra mulheres, além de incentivar práticas extremistas e discutir possíveis ataques contra instituições públicas.
A operação é coordenada pela Polícia Civil do Distrito Federal, com apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Os materiais apreendidos serão analisados para aprofundar as investigações e identificar outros possíveis envolvidos.
A PCDF informou que as apurações seguem em andamento e que o objetivo é impedir a articulação de ações violentas e responsabilizar criminalmente os integrantes da organização investigada.
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Da Redação do Agenda Capital





