As estudantes atendidas vivem em regime de internato e vêm de diferentes estados do país.
Por Delmo Menezes
O acesso à tecnologia e à formação profissional tem ganhado novos contornos no Distrito Federal com a expansão do programa Programadores de Futuro. A iniciativa do Governo do Distrito Federal (GDF) chegou ao internato da Escola Vila das Crianças, em Santa Maria, beneficiando 148 alunas do ensino médio com capacitação gratuita em programação.
Coordenado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF), em parceria com o Instituto Formando Campeões para a Vida, o projeto busca reduzir a desigualdade de gênero no setor tecnológico e ampliar as oportunidades para jovens em situação de vulnerabilidade social.
Segundo o secretário Rafael Vitorino, a proposta vai além do ensino técnico. “O projeto traduz o compromisso do GDF em promover inclusão e ampliar oportunidades. Queremos aproximar essas jovens da tecnologia e permitir que enxerguem novos caminhos profissionais”, destacou.
As estudantes atendidas vivem em regime de internato e vêm de diferentes estados do país. Para a freira Melinda Lisondra, uma das responsáveis pela instituição, o programa representa um divisor de águas. “São meninas determinadas, com sonhos e vontade de transformar suas vidas. A tecnologia hoje é essencial, e essa formação amplia muito as perspectivas delas no mercado de trabalho”, afirmou.
Ela ressalta que, apesar de a escola já oferecer cursos de informática, o Programadores de Futuro agrega conhecimento mais avançado e alinhado às demandas atuais. “É uma oportunidade concreta de mudança de realidade, não só para elas, mas também para suas famílias”, completou.
Formação com foco no mercado
Voltado para jovens de 13 a 21 anos, o programa prioriza estudantes da rede pública e moradores de regiões com maior vulnerabilidade social. Esta é a segunda edição do projeto, que já passou por localidades como Itapoã, Paranoá, Samambaia, Ceilândia, Gama, Recanto das Emas e Asa Sul.
De acordo com a coordenadora-administrativa Cynthia Chiarelli, a nova fase ampliou o alcance da iniciativa. “Na primeira edição, atuamos apenas em escolas públicas. Agora, buscamos novos formatos para chegar a mais jovens, como foi o caso da Escola Vila das Crianças”, explicou.
A metodologia é um dos principais diferenciais. O curso combina teoria e prática, preparando as alunas para desafios reais do mercado. Ao final da formação, as participantes desenvolvem projetos que são avaliados em um hackathon, estimulando criatividade, inovação e desempenho.
“Essa dinâmica simula o ambiente profissional e ajuda a desenvolver habilidades essenciais, como trabalho em equipe e entrega de resultados”, destacou Cynthia.
Investimento e impacto social
O programa conta com investimento público de R$ 1,48 milhão, oriundo de emenda parlamentar, além do apoio de instituições educacionais e comunitárias que contribuem com infraestrutura e mobilização.
As aulas são realizadas presencialmente em laboratórios de informática, com encontros de duas a cinco vezes por semana e duração média de três a quatro horas. O projeto também inclui acompanhamento pedagógico, avaliação contínua e preparação para inserção no mercado de trabalho, inclusive com encaminhamento para estágios.
A iniciativa segue em expansão no DF, consolidando-se como uma importante política pública de inclusão digital e transformação social. Ao apostar na formação tecnológica de jovens, especialmente meninas, o programa contribui para reduzir desigualdades e preparar uma nova geração para os desafios do futuro.
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Da Redação do Agenda Capital





