Começa a disputa pelo comando do Senado

Marcos Oliveira/Agência Senado

Por Coluna Painel

Líderes de partidos que se reuniram nos últimos dias para discutir a sucessão da cúpula do Congresso buscam uma forma de equacionara disputa pelo comando do Senado numa gestão de Jair Bolsonaro (PSL). Renan Calheiros (MDB-AL) tem apoios dentro e fora da Casa, mas enfrenta forte resistência entre aliados do presidente eleito. A ideia que ganha corpo agora é a de encontrar um nome de centro, que não soe como uma provocação aos bolsonaristas – nem tampouco seja alinhado a eles.

SEM PASSO EM FALSO – Quem conhece Renan Calheiros diz que ele não entrará no páreo sem ter a certeza de que vai sair vencedor. Daí a dubiedade quando perguntado sobre eventual candidatura. Em entrevista à Veja, o senador disse que a única disputa para a qual se lança já é à reeleição para comandar o MDB alagoano.

ETÉREO – Presidente de partido que está entre as peças centrais nas articulações sobre a sucessão, o senador Ciro Nogueira (PP- PI) faz graça com a indefinição do cenário. “Me recuso a falar sobre o futuro presidente do Senado porque todo senador que pergunto me diz que não é candidato. Logo, esse assunto não existe”, diz.

NA FILA – Integrantes da equipe de Jair Bolsonaro apostam que o próximo nome a ser confirmado no ministério do próximo governo é o do general Oswaldo Ferreira. Ele é apontado como o titular ideal para a pasta que vai cuidar da área de infraestrutura.

ENVIADOS – A Frente Parlamentar da Agricultura acertou com a equipe de Bolsonaro que vai indicar ao menos dois técnicos para compor sua equipe de transição.

EM MEDITAÇÃO – Pessoas que acompanham de perto as conversas sobre a fusão do Ministério da Agricultura com o do Meio Ambiente dizem que o recuo de Bolsonaro a respeito da união das pastas não foi definitivo e que o assunto está em estudo. O presidente eleito analisa prós e contras.

RENDERÁ – Um dos autores do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, o advogado Miguel Reale Jr. critica a decisão de Sérgio Moro de integrar o próximo governo. “Era uma figura não contaminada. Agora vai perder tempo para justificar que suas decisões não foram políticas, mas fica o tema solto. Desnecessariamente.”

GRITA INTERNACIONAL – A Defesa de Lula prepara uma manifestação ao Comitê de Direitos Humanos da ONU sobre o ingresso de Moro na gestão de Jair Bolsonaro.

RELEMBRAR É VIVER – Os advogados vão lembrar que, na peça inicial apresentada ao organismo internacional em 2016, sustentaram que Moro poderia projetar uma carreira na seara da política.

RELEMBRAR É VIVER 2 – Num dos tópicos da petição de 2016, a defesa de Lula disse que o juiz era apontado como possível candidato a presidente e que respondia de forma dúbia sobre o assunto.

MUDEI DE IDEIA – Na verdade, Moro sempre negou intenção de ingressar na política.

REGISTRO – O ministro Celso de Mello, do STF, divulgou nota para negar com veemência que tenha feito comentários sobre as especulações de eventual indicação de Moro para a corte, como informou o Painel. As queixas foram relatadas por colegas dele à coluna.

TRIO MARAVILHA – Segundo pessoas próximas a João Doria (PSDB), governador eleito de São Paulo, ele planeja fazer de Rodrigo Garcia (DEM), Gilberto Kassab (PSD) e Wilson Pedroso, que foi seu chefe de gabinete, seus braços direitos à frente do Palácio dos Bandeirantes a partir de 2019.

TRIO MARAVILHA 2 – Pelo desenho atual, eles se dividiriam entre secretario Particular, de Governo e da Casa Civil.

ATESTADO – A primeira reunião que o grupo de Doria terá com integrantes do Palácio dos Bandeirantes ocorrerá na segunda (5). Márcio França (PSB) está fora do ar desde o fim do segundo turno para tratar de uma pneumonia. Ele ainda não indicou o coordenador da transição.

Da Redação com informações da Folha

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