ELEIÇÕES 2018: Movimentações nos bastidores deixam a política da capital em ‘polvorosa’

Jofran Frejat e Rodrigo Rollemberg. Foto: reprodução

Por Delmo Menezes

Esta semana promete fortes emoções no cenário político do Distrito Federal. Faltando menos de 01 ano para as eleições de 2018, as movimentações de bastidores ganham força e os principais caciques políticos se articulam no sentido de não ficar fora do páreo.

Fontes confiáveis ouvidas pelo Agenda Capital, dão conta de que o líder em todas as pesquisas Jofran Frejat, ainda no Partido da República (PR), já se movimenta no sentido de avaliar outras opções partidárias. Segundo informações, o ex-governador José Roberto Arruda, tido como o “manda chuva” do PR, não gostaria de ser apenas coadjuvante neste processo. Arruda se articula para fazer em 2018, o mesmo que fez em 2014, quando aos 44’ minutos do segundo tempo tentou emplacar Frejat. Já se sabe que Frejat não é “pau mandado” e já tem conhecimento de toda esta trama. Ao menos cinco partidos já ofereceram legenda para o ex-deputado e ex-secretário de saúde viabilizar sua candidatura ao Buriti.

Quem pensa que o ex-governador Rodrigo Rollemberg (PSB) está fora do páreo se engana. Rollemberg sabe como poucos articular nos bastidores usando a máquina de forma inteligente e no tempo certo. Com a saída do PSD de Rosso, o atual chefe do Executivo acelerou as conversas com outras legendas. Não será surpresa para ninguém se nos próximos dias ao menos dois grandes partidos políticos com tempo de televisão bastante generoso, vir a compor com o governo Rollemberg. Esta articulação está em curso desde a semana passada, quando Rollemberg disparou alguns telefonemas para “adversários políticos”, na tentativa de virar o jogo.

Nos próximos dias será crucial para o deputado Roney Nemer que comanda o PP na capital. O Supremo Tribunal Federal (STF) deverá decidir a sorte de Nemer, condenado por unanimidade em novembro de 2014 pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal dos Territórios (TJDFT) por improbidade administrativa. O deputado é um dos envolvidos no chamado Mensalão do DEM. Diante da condenação em segunda instância de forma unânime pelo TJDFT, houve muitos questionamentos sobre a legalidade de sua posse como deputado federal. Quem acompanha com lupa este desfecho, é o ex-deputado Alírio Neto (PTB), que pretende colocar o seu nome na disputa majoritária no DF. Alírio é o atual suplente de Roney Nemer e poderá assumir a cadeira caso o parlamentar seja cassado.

Diante da situação do parlamentar, já há uma movimentação nos bastidores para que o Partido Progressista (PP) do DF passe para outro comando. Alguns pretendentes já começam a se articular com a executiva nacional do PP diante do atual cenário. Caso Nemer saia vitorioso no STF, nada mudará e o parlamentar deverá permanecer à frente da legenda no DF. Alguns figurões da política local pertencem ao PP, entre eles, o ex-governador Paulo Octávio e o ex-deputado e bispo Robson Rodovalho.

No cenário nacional, o presidente Michel Temer (PMDB) deverá antecipar a reforma ministerial com a iminente saída do PSDB. Fontes ligadas ao Planalto afirmam que os tucanos deverão desembarcar ainda este ano do governo. Haverá a famosa dança das cadeiras em ministérios importantes da Esplanada. O Centrão terá mais espaço no governo, devendo indicar nomes importantes na futura composição ministerial de Temer. O PP deverá assumir o comando do Ministério das Cidades, hoje chefiado pelo ministro Bruno Araújo do PSDB. O ministro Antônio Imbassahy (PSDB) da Secretaria de Governo, dará lugar a um deputado aliado do Planalto, provavelmente do Centrão.

Como dizia o mineiro Magalhães Pinto: “Política é igual uma nuvem. Você olha ela está de um jeito, olha de novo e já mudou”.

Da Redação do Agenda Capital

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