SindMédico-DF repudia declarações do governador em entrevista a jornal

Gutemberg Fialho, suplente de deputado distrital e presidente do SindMédico-DF

Por Redação

O Sindicato dos Médicos do DF (SindMédico), através do seu presidente Gutemberg Fialho, repudia veementemente as declarações do governador do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB), em entrevista ao jornal Correio Braziliense, veiculada neste domingo (10).

Segundo Gutemberg, o governador Rodrigo Rollemberg desfia um “rosário de ilações” e declarações maliciosas e deixa claro que seu objetivo ao propor a unificação dos fundos do Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal, o Iprev-DF, é pavimentar uma recandidatura ao cargo que ocupa atualmente. Nada mais justificaria as inverdades e agressões aos sindicatos e a parlamentares, em especial ao deputado distrital Wasny de Roure (PT), que o governador cita nominalmente.

Para o presidente do Sindicato, Rollemberg desrespeita o princípio da separação dos Poderes, ao tentar impor suas vontades ao Legislativo, que tem entre suas funções evitar que ações e decisões equivocadas do Executivo venham a prejudicar o Distrito Federal – como é o caso na pretendida falsa reformulação da previdência dos servidores.

De acordo com Gutemberg Fialho, “os exemplos que o governador usa refletem malícia. Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná estão entre os estados que mais penalizaram os servidores públicos estaduais com medidas para contornar a crise, mas nunca alcançaram esse objetivo e ainda projetaram crises para o futuro”.

Segundo o SindMédico, “só por malícia um governante critica um parlamentar por usar de mecanismo legítimo, reconhecido pela Justiça, para que uma proposta polêmica seja discutida. Essa falta argumentação de Rollemberg é um claro e preocupante atentado ao que há de mais básico na democracia e reforça a percepção do autoritarismo do atual governante, disse Fialho.

De acordo com o presidente do SindMédico, “se houvesse o convencimento de sindicalistas e parlamentares em relação à proposta do governo, como diz Rollemberg, nomes seriam ditos e planilhas com cálculos seriam de domínio público – o que é impossível porque foi apenas mais uma demonstração de falta de sinceridade”, ressaltou.

“A segregação de massas adotada na constituição dos fundos do IPREV ocorreu exatamente porque se sabia que o fundo financeiro seria deficitário e que daqui a 13 anos, esse movimento ia começar a se reverter. Com a junção das duas massas, a perspectiva de um equilíbrio seria descartada ou adiada por décadas”, destaca o Gutemberg.

Na avaliação do sindicalista, também seria motivo de espanto, se não partisse de uma pessoa que tem se mostrado sem palavra e sem princípios, o governador assumir que negocia apoio em troca de cargos no Executivo. “O compromisso dos deputados distritais deve ser para com o Distrito Federal e não com o mandato do governador do momento – nem do atual, nem de outro. Rollemberg parece tratar os indicados de seus aliados como reféns e usa de chantagem contra eles e contra o Poder Legislativo local. Nisso também revela a traição ao eleitorado, porque faz o oposto da “nova política” que prometeu quando estava em campanha”, observou o presidente do SindMédico.

Da Redação do Agenda Capital com informações do SindMédico

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