Corrupção, política como negócio e a mercantilização da coisa pública, tem afastado a população
Por Delmo Menezes
A população, cada vez mais cínica, assiste a movimentação dos polítcos com desdém. A corrupção, a falta de ética e a busca desenfreada pelo poder transformaram a política em um jogo de interesses pessoais, onde o bem comum é relegado a segundo plano. Essa desconfiança generalizada gera um ciclo vicioso: a população se afasta da política, e os políticos, por sua vez, se distanciam das necessidades da população.
As eleições municipais desta ano, tradicionalmente marcadas por baixo comparecimento, são um termômetro da desilusão dos eleitores. A falta de opções e de projetos concretos, aliada à sensação de que o voto não faz diferença, desestimula a participação da população. A política local, que deveria ser mais próxima das pessoas, acaba sendo dominada por interesses corporativos e clientelistas.
A política como um negócio
A profissionalização da política, embora pareça positiva à primeira vista, tem contribuído para a mercantilização da coisa pública. Políticos veem a política como um negócio, onde as alianças são negociadas como contratos comerciais. Essa visão pragmática, embora eficiente para garantir a sobrevivência política, ignora os valores éticos e morais que deveriam nortear a ação política.
Um cenário incerto
O futuro da política brasileira é incerto. A crescente polarização ideológica, (ninguém aguenta mais), a fragmentação partidária e a desconfiança da população são desafios que precisam ser superados. A retomada da confiança nas instituições políticas passa pela necessidade de uma reforma política profunda, que combata a corrupção, fortaleça a democracia e aproxime os representantes dos representados.
Crescente abismo
A distância entre a política e a população é cada vez maior. A desilusão dos eleitores, a falta de liderança e a corrupção são os principais responsáveis por esse distanciamento. É urgente que os políticos compreendam que a política não é um jogo de soma zero, mas um instrumento para construir um futuro melhor para todos. A população, por sua vez, precisa se engajar mais ativamente na vida política, exigindo dos seus representantes mais ética, transparência e compromisso com o bem comum.
A frase de Magalhães Pinto, “política é igual uma nuvem, você olha ela está de um jeito, olha de novo e ela já mudou”, nunca foi tão atual. A dinâmica política brasileira demonstra a instabilidade e a falta de compromisso dos políticos com os interesses da população. Há um crescente abismo!
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Da Redação do Agenda Capital





