
Com um jogador a menos por 40 minutos, Rubro-Negro mostrou força coletiva e vai em busca do tetra continental; vaga rende R$ 37 milhões aos cofres do clube
Por Delmo Menezes
O Flamengo está novamente na final da Copa Libertadores da América. Em uma partida marcada por muita entrega e superação, o time carioca segurou o empate em 0 a 0 com o Racing, na noite desta quarta-feira (29), em Avellaneda, na grande Buenos Aires, e garantiu presença em sua quarta decisão continental nos últimos sete anos. A classificação — conquistada mesmo com um jogador a menos por mais de 40 minutos — rendeu também uma premiação milionária ao clube: US$ 7 milhões (cerca de R$ 37 milhões) pagos pela Conmebol ao vice-campeão.
Maturidade e postura “à argentina”
Antes da bola rolar, o clima era de caldeirão no Estádio Presidente Perón, o tradicional “Cilindro” de Avellaneda. A torcida do Racing fez uma grande festa, mas dentro de campo quem mostrou alma e raça foi o Flamengo. A equipe dirigida por Filipe Luís jogou com maturidade e frieza, suportando a pressão dos argentinos e se mantendo sólida mesmo após a expulsão de Plata, logo aos 10 minutos do segundo tempo.
O técnico rubro-negro promoveu mudanças estratégicas para o duelo decisivo. Recuperado de um estiramento no tornozelo direito, Léo Ortiz voltou à zaga titular. No ataque, Filipe Luís optou por Plata centralizado, com Luiz Araújo e Carrascal nas pontas, e Arrascaeta atuando de forma mais livre na armação. O trio ofensivo levou perigo em várias oportunidades — Carrascal, Varela, Arrascaeta e Luiz Araújo chegaram a assustar o goleiro Arias —, mas o gol não saiu.
Expulsão e resistência heroica
O equilíbrio da equipe, porém, foi abalado logo no início da etapa final. Plata acabou expulso de forma polêmica após revidar um lance com Rojo. O cartão vermelho, considerado exagerado, obrigou o Flamengo a recuar suas linhas e abdicar da criatividade ofensiva. Filipe Luís então reforçou a marcação, e o time mostrou poder de superação para resistir à pressão do Racing.
A postura aguerrida, típica dos grandes times em momentos decisivos, fez a diferença. Mesmo acuado, o Flamengo soube administrar o resultado e garantiu a classificação com autoridade, transformando o empate sem gols em um triunfo de raça e inteligência tática.
Premiação milionária e busca pela “Glória Eterna”
Com a vaga assegurada, o Flamengo soma agora US$ 7 milhões (R$ 37 milhões) em premiação pela final da Libertadores. Caso conquiste o título, o clube embolsará mais US$ 24 milhões (cerca de R$ 128,9 milhões), a maior premiação da história do torneio.
Somando todas as fases, o Rubro-Negro já acumulou cifras expressivas na competição. Veja os valores pagos pela Conmebol em 2025:
- Fase de grupos: US$ 3 milhões + US$ 330 mil por vitória
- Oitavas de final: US$ 1,25 milhão
- Quartas de final: US$ 1,7 milhão
- Semifinal: US$ 2,3 milhões
- Vice-campeão: US$ 7 milhões
- Campeão: US$ 24 milhões
Com o feito, o Flamengo reforça seu protagonismo no cenário continental e volta a sonhar com a “Glória Eterna”. A decisão será em jogo único, com local e data definidos pela Conmebol nas próximas semanas.
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Da Redação do Agenda Capital





