EUA e Israel atacam o Irã, Teerã revida e conflito ameaça se espalhar pelo Oriente Médio
Por Delmo Menezes
O mundo despertou neste sábado (28) sob a sombra de uma nova e grave escalada militar no Oriente Médio. Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã, confirmado pelo presidente americano Donald Trump, que classificou a ofensiva como “operações de combate”. Em resposta, Teerã iniciou uma retaliação com mísseis balísticos direcionados a Israel e a bases americanas espalhadas pelo Oriente Médio.
Segundo a mídia estatal iraniana, diversas cidades do país foram atingidas, incluindo a capital Teerã, onde explosões provocaram pânico generalizado. Moradores relataram fumaça densa em áreas próximas ao complexo presidencial e correria nas ruas, com famílias tentando se reunir ou buscar abrigo.

O Exército israelense afirmou ter atingido “dezenas de alvos militares”, enquanto autoridades iranianas confirmaram ataques a pelo menos quatro bases dos EUA no Golfo Pérsico. O Catar e os Emirados Árabes Unidos reconheceram que foram alvos de mísseis, mas disseram ter interceptado parte das investidas.
Alvos estratégicos e tensão máxima
De acordo com a agência Reuters, o ataque teria como alvos o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e o presidente Masoud Pezeshkian. Fontes israelenses afirmaram que Khamenei não estava em Teerã no momento da ofensiva e foi levado a local seguro.
O jornal The New York Times divulgou imagens de satélite que indicariam danos a um complexo de segurança ligado ao líder supremo, com edifícios destruídos e fumaça escura visível do alto.

Vítimas civis e reação internacional
A agência estatal IRNA informou que ao menos 40 pessoas morreram em Minab, no sul do Irã, após um bombardeio que atingiu uma escola feminina. Outras dezenas ficaram feridas. O episódio ampliou a comoção internacional e elevou a pressão por contenção imediata.
Líderes da União Europeia pediram moderação e reforço da diplomacia. Alemanha, Reino Unido e outros países convocaram reuniões de emergência, enquanto missões diplomáticas iniciaram planos de evacuação de cidadãos na região. Rússia e outras potências também se manifestaram, alertando para o risco de uma crise regional de grandes proporções.

Justificativas sob questionamento
Ao defender a ofensiva, Trump alegou que o Irã teria retomado seu programa nuclear, estaria próximo de produzir uma bomba e desenvolveria mísseis capazes de atingir o território americano. Autoridades dos EUA, da Europa e organismos internacionais de monitoramento, porém, contestam essas afirmações, afirmando não haver provas de uma ameaça nuclear imediata.
Avaliações de inteligência indicam que, embora o Irã possua um vasto arsenal de mísseis de curto e médio alcance — suficientes para atingir Israel e bases americanas no Oriente Médio —, o desenvolvimento de mísseis intercontinentais ainda levaria anos.
Escalada imprevisível
A expectativa é de que a operação militar se estenda por vários dias, mantendo a região em estado de alerta máximo. Com ataques e retaliações em curso, cresce o temor de que o confronto ultrapasse as fronteiras dos três países envolvidos e desencadeie um conflito regional de consequências imprevisíveis para a segurança global.
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Da Redação do Agenda Capital





