
Messi busca encerrar trajetória em Mundiais com o tetracampeonato argentino, enquanto Lamine Yamal lidera a nova geração espanhola em busca do bicampeonato
Por Delmo Menezes
Depois de 103 partidas disputadas, a Copa do Mundo de 2026 chega ao seu momento mais aguardado. Neste domingo (19), às 16h (de Brasília), Argentina e Espanha entram em campo no MetLife Stadium, em Nova Jersey, para decidir quem levantará o troféu mais cobiçado do futebol mundial.
A decisão reúne duas das melhores seleções da atualidade, ambas invictas na competição e donas de estilos marcantes. De um lado, a Argentina tenta conquistar o tetracampeonato mundial e defender com sucesso o título conquistado em 2022, feito que não acontece desde a Seleção Brasileira de 1962. Do outro, a Espanha busca o segundo título de sua história, apostando em uma geração talentosa comandada pelo jovem fenômeno Lamine Yamal.

Messi pode viver sua despedida perfeita
Todos os olhares estarão voltados para Lionel Messi. Aos 39 anos, o camisa 10 argentino pode disputar sua última partida em Copas do Mundo e tem a oportunidade de encerrar uma carreira histórica com mais um título mundial.
Ao longo do torneio, Messi voltou a mostrar por que é considerado um dos maiores jogadores da história. Mesmo enfrentando equipes cada vez mais fortes no mata-mata, assumiu o protagonismo nos momentos decisivos, liderando viradas improváveis e conduzindo a equipe de Lionel Scaloni até mais uma final.
Caso conquiste o título, Messi ampliará ainda mais seu legado, liderando uma Argentina que poderá entrar definitivamente para a galeria das maiores seleções da história.

Espanha aposta na força coletiva
Se a Argentina tem Messi, a Espanha chega à decisão apoiada em um futebol extremamente organizado e coletivo.
Sob o comando de Luis de la Fuente, a seleção espanhola praticamente não deu chances aos adversários durante toda a Copa. Sofreu apenas um gol em toda a competição e mostrou enorme capacidade para controlar os jogos por meio da posse de bola, pressão alta e equilíbrio defensivo.
O meio-campo formado por Rodri, Fabián Ruiz e Dani Olmo tem sido um dos grandes diferenciais da equipe, enquanto Lamine Yamal surge como principal arma ofensiva, mesmo sem ainda apresentar toda sua capacidade nesta Copa.
A defesa espanhola também impressiona. A equipe jamais esteve atrás do placar durante o Mundial, o que aumenta a curiosidade sobre como reagiria caso precisasse correr atrás do resultado diante da Argentina.

Dois caminhos diferentes até a decisão
Embora invictas, Argentina e Espanha chegaram à final por trajetórias bastante distintas.
A Espanha construiu sua campanha com enorme segurança, controlando praticamente todos os confrontos e sofrendo poucos riscos defensivos.
Já a Argentina precisou superar diversos momentos dramáticos. A equipe mostrou enorme capacidade de reação ao longo do mata-mata, conseguindo virar partidas que pareciam perdidas e demonstrando uma força mental impressionante.
Esse espírito competitivo transformou a seleção de Lionel Scaloni em uma equipe extremamente perigosa, capaz de crescer justamente quando enfrenta maior pressão.
O duelo que pode decidir o título
Grande parte da final pode ser definida justamente no confronto entre o sistema defensivo espanhol e o ataque argentino.
A Espanha tentará manter seu tradicional domínio da posse de bola, reduzindo os espaços para Messi organizar o jogo. Já os argentinos deverão apostar na movimentação constante do camisa 10 ao lado de Julián Álvarez, além da intensidade de Enzo Fernández, Mac Allister e Paredes no meio-campo.
Outro duelo importante será entre Lamine Yamal e Tagliafico. O jovem espanhol possui velocidade e capacidade de decisão suficientes para desequilibrar qualquer partida.
Quem chega mais forte?
Tecnicamente, a decisão reúne equipes extremamente equilibradas.
A Espanha talvez apresente o futebol mais consistente do torneio, com uma defesa sólida e excelente organização tática. É uma seleção que controla o ritmo das partidas como poucas no futebol mundial.
A Argentina, por sua vez, parece ter desenvolvido uma característica difícil de medir estatisticamente: a capacidade de crescer nos momentos decisivos. Sempre que foi pressionada, respondeu com personalidade, intensidade e talento.
A presença de Messi também pesa. Em finais equilibradas, jogadores capazes de decidir em um único lance costumam fazer a diferença.
Favoritismo dividido
Não há um favorito absoluto para a decisão.
A Espanha entra em campo com a defesa menos vazada da competição e um modelo de jogo consolidado. A Argentina chega impulsionada pela experiência de seu elenco, pela liderança de Messi e pela confiança adquirida após sucessivas viradas no mata-mata.
Tudo indica uma partida marcada pelo equilíbrio, pela disputa intensa no meio-campo e por poucos espaços. Um detalhe, uma bola parada ou um momento de genialidade poderá definir quem levantará a taça.
Independentemente do resultado, a final reúne dois estilos diferentes de jogar futebol, duas gerações marcantes e jogadores capazes de transformar qualquer lance em história. Se para a Espanha representa o início de uma nova era, para a Argentina pode ser a consagração definitiva de Lionel Messi em sua despedida dos Mundiais. Uma decisão digna da grandeza da Copa do Mundo.
Espanha x Argentina – Final da Copa do Mundo 2026
- Data: domingo, 19 de julho de 2026
- Horário: 16h (de Brasília)
- Local: MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey (EUA)
- Fase: Final da Copa do Mundo FIFA 2026
Prováveis escalações
Espanha: Unai Simón; Pedro Porro, Cubarsí, Laporte e Cucurella; Rodri, Fabián Ruiz e Dani Olmo; Lamine Yamal, Álex Baena e Mikel Oyarzabal.
Técnico: Luis de la Fuente.
Argentina: Emiliano “Dibu” Martínez; Gonzalo Montiel (ou Nahuel Molina), Cristian Romero, Lisandro Martínez e Tagliafico; Giuliano Simeone (ou Rodrigo De Paul), Leandro Paredes, Enzo Fernández e Alexis Mac Allister; Lionel Messi e Julián Álvarez.
Técnico: Lionel Scaloni.
Onde assistir
Os torcedores brasileiros poderão acompanhar a decisão ao vivo pelas seguintes plataformas:
- TV aberta: Globo e SBT
- TV por assinatura: SporTV e N Sports
- Streaming: CazéTV (YouTube) e ge TV (Globoplay)
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Da Redação do Agenda Capital




